umpoucohistoria

 

nasci na fazenda, correndo na grama e rolando na terra.

nadava na represa em vez de na piscina. escalava muro e árvores em vez de brincar de barbie e boneca.

ficar parada, mesmo que por poucos minutos, era algo que ia além da minha compreensão. eu parecia o taz mania e não por acaso adorava o desenho.

ao mesmo tempo, escolhi crescer no palcos.

não entre artistas, mas como artista. bailarina de alma e coração até hoje…

e assim o taz foi ganhando asas e leveza. aprendeu a silenciar, a observar e a sentir.

correndo ou voando, eu tava sempre ali… um espírito livre, do mundo, entre a arte e a natureza.

e de um jeito muito natural fui com os anos aprendendo a fazer arte na natureza e da natureza uma verdadeira arte.

uma das minhas melhores amigas de infância era minha xará, e ao mesmo tempo que eu adorava meu nome, achava super estranho dizer que o meu nome era marina (pode me chamar de mamá). como podia duas marinas tão diferentes? como aquele nome poderia então me representar?

se você gosta de histórias, seja muito bem-vinda.

mas saiba desde já que as linhas abaixo, e todas mais que vai encontrar nesse blog, mesmo quando parecerem que são sobre mim, nada são.

é tudo sobre a arte… de viver, de aprender, de se relacionar, de sentir e experienciar a vida, de forma profunda e sensível.

e assim como algo te trouxe até aqui, o mesmo aconteceu comigo… o como e o porquê desse nosso encontro tá nas entrelinhas desse texto.

como todo artista, cresci querendo abraçar o mundo e tendo certeza absoluta que eu podia dominá-lo (nunca o contrário).

dona das minhas verdades e teimosa de tudo, sempre gostei dos caminhos difíceis, de ter que me entregar por inteiro e de me guiar pelos grandes desafios.

sempre falei tudo o que pensava e o que sentia, zero filtro. me fazia ser ouvida, mas também coloquei minha mãe em muita saia justa. e me coloquei em muitas também por isso.

mas nessa história toda, em algum momento errei o passo e caí… como se eu mesma tivesse colocado toda minha força, atitude e liberdade numa caixinha. sem espaço e sem respiro.

sem nem me dar conta eu tinha deixado o mundo me dominar. logo eu…

e de repente aquela menina toda cheia de energia e coragem, que acreditava no possível e no impossível, estava ali descrente de si, fazendo parte da engrenagem… fazendo o que mundo esperava que ela fizesse.

já não estava mais nos palcos. me sentia agora paralisada na platéia.

três longos e sofridos anos de cursinho correndo atrás de algo que não tinha nada a ver comigo. nada a ver com a minha liberdade.

do sonho de ser uma primeira bailarina à decisão de ser médica… ainda hoje não encontro outra explicação que não a minha fome por grandes desafios. mas nesse caso, um desafio vazio. ele por ele mesmo, não por mim.

dia após dia a chama taz mania foi se apagando. parecia que as asas que tinha conquistado quando menina também estavam definhando.

10kg a menos. muita coisa de menos. eu não aguentava mais…

aquilo não tinha nada a ver comigo. nada a ver com a minha essência. eu era ali apenas mais uma há anos tentando mostrar pro mundo que eu era capaz. do que eu não sei, e pra quem também não sei…

decidir mudar, seguir mais leve, cobrar menos de mim (já que não tinha essência) e me permitir mais. entrei na faculdade de psicologia acreditando nisso.

mas não tem jeito, pássaro sem asa não voa e nenhum vazio preenche a verdade de um artista.

e definitivamente eu ainda não estava no caminho da minha verdade.

não à toa, nada na faculdade me encantava. pelo contrário, muita coisa me frustrava. eu ia muito bem fazendo o mínimo possível e isso era o que fazia eu me sentir pior ainda. não combinava…

“socorro, alguém me ajuda, eu nasci pra viver por inteiro”. que aperto dá no peito só de lembrar. às vezes eu realmente sentia vontade de gritar. às vezes gritava.

a cada dia que passava eu fincava mais os pés no chão e esquecia a magia de voar. me sentia dentro do quadro de salvador dali, a arte indo embora do meu corpo, me desconfigurando. como doía…

eu estava no começo do 4° ano da faculdade, prestes a cumprir mais uma etapa do protocolo da vida. mas a minha dor não deixava mais e as possibilidades que eu começava a enxergar me mostravam uma luzinha no fim do túnel.

“falta tão pouco, por que você não termina?”.

eu não conseguia mais dar um passo sequer nessa direção. foi o momento do meu chega.

e muito provavelmente ele não teria vindo assim tão cedo (eu poderia estar ainda tentando construir uma carreira) se eu não tivesse ao meu lado todos os dias inspiração e apoio. coerência e coragem…

se eu já não tivesse nessa época um relacionamento que me tirava completamente da zona de conforto, que trazia aquela pitada de loucura que sempre esteve dentro de mim.

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quando nos esbarramos (literalmente) pela primeira vez éramos ainda duas crianças… aquele olhar perdido que nem chega a se cruzar, mas que deixa uma pulguinha atrás da orelha.

nos conhecemos depois de alguns anos. eu ainda queria ser bailarina e ele já queria ser um transgressor, sem assim dizer, claro.

da primeira ida ao cinema até hoje já se passam quase 14 anos… e assim acompanhamos não tudo, mas muito da vida um do outro.

sempre soube que o gabriel não era normal – se fosse, acho que nem teria me apaixonado – e acho que buscava justamente isso, afinal, era com o que me identificava… liberdade. adrenalina. emoção.

enquanto o mundo ia me dominando, ele tava ali indo na contra-mão e isso sempre me fascinou.

o tempo passou um pouquinho, eu era ainda uma estudante de psicologia (não da vida, longe disso) e meu namorado jogador profissional de poker…

ele sempre me mostrava que tudo era possível, e dessa vez não foi diferente. um dia me avisou que nem ia fazer cursinho para jogar poker, e de repente eu pisquei e ele já estava entre os melhores do mundo. o único brasileiro a jogar os temidos limites high stakes.

eu ainda aprendia muito pouca coisa nessa fase, não tinha ainda maturidade e nem autoconhecimento pra tanto. mas ele deu uma boa mãozinha… sempre ali, incansável na inspiração e no apoio. na coerência e na coragem. diariamente, sem exceção.

só quando fomos morar juntos que eu pude ver e compreender que realmente era muito mais do que se preparar para um jogo de cartas. estávamos falando do jogo da vida. de uma jornada high stakes, de puro autoconhecimento e preparação, independente do caminho.

voltamos ao momento do meu chega. a minha primeira reinvenção. o meu primeiro grande desapego.

a primeira vez que me senti nú. abandonei a faculdade e junto com ela crenças, cobranças, pesos sociais…

meu pai manteve a pose, por mais que até hoje eu não saiba se ele superou de fato a frustração. minha mãe não conseguiu (e nem tentou) esconder o luto. mas eu não podia ser mais uma carregando o mundo nas minhas costas… não só por mim, nem só por eles. por você que me lê agora também.

sair da faculdade, abrir uma empresa e virar sócia do meu (quase) marido foi o marco dessa etapa. as descobertas e desafios que nasceram daí temos uma vida toda para compartilhar 🙂

mas essa foi a chave para as minhas reinvenções. a porta aberta para nascer o tudo pela arte, quando decidi voltar pros palcos da vida.

um motivo a mais pra eu me dedicar a tudo que me inspira. pra poder me relacionar com o mundo do jeito que eu sonho. pra poder me conectar com você.

a arte da qual falo está no olhar. no sentimento e na sensibilidade.

é aquela que constrói amor e conexão. que é profunda por ser simples.

uma arte que não tem limites, não tem regras, não tem contornos.

que está em cada um de nós, de forma totalmente única criando momentos de flow. instantes de êxtase.

criei esse espaço para manifestar um pouco da minha…

escrevo não pra dizer o que penso sobre a vida, mas pra compartilhar o que sinto.

acredito que esse é o caminho do artista: a auto-descoberta, a eterna investigação interna. que se torna visceral, precisa ter vazão.

também escrevo pra compreender mais… sobre mim, sobre o mundo e sobre a riqueza dos relacionamentos.

acredito que eles são o pote de ouro… nosso maior laboratório na vida. nosso principal caminho de evolução. o encontro do artista com o mundo, e consequentemente com ele mesmo.

onde luz e sombra se encontram em perfeito amor e confiança.

por isso, busco fazer tudo aqui com muito cuidado. com toda minha sensibilidade e empatia. com responsabilidade, pois isso em algum momento pode te tocar.

você não precisa concordar com nada, apenas sentir. sentir o que cada palavra vai ressoar em você. provavelmente, muitas vezes vai ser algo muito diferente de mim. e viva… que assim seja!

essa é a beleza… fazer sentir. tocar. e permitir despertar.

a cada texto o desejo de te fazer parar toda semana e se permitir alguns minutos de presença, de sensibilidade, de entrega… não pra mim, mas pra você.

e que minhas palavras sejam sempre apenas caminhos para acessarmos todo o universo e arte que existe dentro de cada um de nós.

 

shine on you.
o mundo inteiro é um palco.

  • João Victor Rodrigues Barreto

    Incrível história de transformação recheada de fases e momentos que inspiram e permitem a qualquer ser humano sonhar e lutar por uma vida com mais proposito e alegria.

  • Eu conheço você como “Mama”, apesar de não nos conhecermos pessoalmente. Meu marido (e eu) fizemos o Moving Up (naturalmente foi assim que cheguei até aqui) e o mais bacana é que também sou “Tudo pela arte”. Há quatro anos ajudo artistas a tirarem suas ideias do papel (e da Gaveta) através de minha empresa, a DA GAVETA PRODUÇÕES. Certamente iremos nos encontrar pelo mundo da arte. Sucesso com o novo projeto. Bora pra action! 🙂

    • Que show, Letícia, realmente seu projeto tem tudo a ver. Vamos nos encontrar muito por aí!
      Passe sempre por aqui 🙂

      E o Moving Up, gostaram?

      • Muito, Mari. Estamos aplicando todos os conhecimentos do curso e gostamos demais. 🙂

        • Ailén Roberto

          Que lindas! Sou atriz e acompanho o trabalho das duas. Fiquei surpresa com o encontro das artes 😉

  • Érica Santos

    Oi Marina, tudo bom?
    Então, estou amando esse blog, assisti hoje ao 3° vídeo do High Stakes Week ( que por sinal, estou adorando), quando o Goffi comentou sobre seu blog eu tratei de ir atrás, sou apaixonada por pessoas criativas e dedicadas, quanta coisa bacana tem aqui hein?! Gostei muito e estou me identificando com muita coisa. Acabou de conquistar uma fiel seguidora. Parabéns por tudo isso, é uma grande inspiração. Forte abraço.

  • Nívea Raf

    Olá Mariana! Cheguei até seu blog via o Highstakes week, que está sendo fantástico! Mas me interessei em buscar seu blog simplesmente porque o nome me chamou atenção. Entrei aqui e li sua história e me vi num espelho. Desde de pequena também sempre fui artista, essa era minha brincadeira predileta! Quando cheguei na pré adolescencia, perdi meus pais e minha vida virou um turbilhão por muitos anos, e me deixei soltar as mãos daquela criança criativa e naturalmente expressiva. Quando chegou o momento de entrar na faculdade, escolhi naturalmente fazer música, mas não tive apoio nenhum das pessoas responsáveis com que morava, e nem tinha condições financeiras de pagar os cursos de formação básica em música para que, então, eu pudesse ser aprovada num bacharelado em música. Foi então que, como “tinha” que escolher algo pra fazer na faculdade, dada a minha afinidade e facilidade na área, porque gostava de astronomia, fui estudar física com a intensão de me especializar em astrofísica. Desde o primeiro dia de aula, ai invés de ir conhecer meu departamento, fui conhecer onde era a escola de música… hehehe

    Eu conseguia acompanhar bem o curso de física, que na minha opinião é o curso, depois de matemática, mais difícil e ardoroso que existe! Eu chorava muito, tem muitos livros meus com marcas de lágrimas kkk pois não dava para parar e chorar, tinha que ir estudando ao mesmo tempo, se não a coisa ficava feia depois… mas eu não tinha coragem de largar o curso, pois afinal ” é muito difícil conseguir uma vaga numa federal”… ao mesmo tempo que, estar na faculdade era uma fuga pra mim, para fugir da rotina insana e massacrante da minha casa… não queria estar em casa nunca. Tem muita história nesse caminho, mas chegou um dia que surtei e, ao invés de ir pra faculdade, fui parar na principal escola de música da cidade e me inscrevi para o processo seletivo. Passei, e então estudar física ficou “mais leve” , uma vez que tb estava agora, estudando o q tb gostava. Também, era com o que ganhava da minha bolsa da física, que pagava meu curso de música, então, uma coisa complementou a outra. Assim que me formei em física, escondido da minha família, fui aprovada para o bacharelado em Canto lírico! Dando uma acelerada na história, depois disso, me vida mudou e amo o que faço! Me formei em 2013, em seguida fiz um mestrado em performance que me permitiu morar por um ano em Paris, terminei esse meu mestrado em Setembro de 2015, e em Outubro desse mesmo ano, vim para a Alemanha, onde estou atualmente, fazendo um outro mestrado, mas profissional, para ma aprimorar ainda mais nessa área tão linda, mas tão complicada de trabalhar. Tudo parece bonito, mas pelas razões que me levaram a começar mais tarde minha saga pelo caminho da música, agora sofro com as limitações e as regras desse mundo da ópera que me consideram uma pessoa velha por ser a Soprano de 32 anos… Mesmo assim, tenho lutado contra as convenções do mercado e tentado também trazer toda a minha história em forma de expressão para a minha arte e sei que sou muito capaz.. contudo não é fácil e fraquejo muitas vezes.. e é por isso que tenho buscado me aproximar de idéias que me motivem a não desistir no meio do caminho. Muito bom saber que existem pessoas que também querem perseverar! Quem sabe não nos apoiamos por aqui?

    • Vislei Gonçalves

      Que história linda! Daria um filme lindo. Quero ser seu amigo (rsrs).

  • Dalila Carneiro

    Olá, Marina! Também cheguei até o seu blog por meio da High Stakes Week e me identifiquei bastante com tudo que li. Eu tenho 18 anos e naturalmente, ainda estou no meu processo de descobrimento. Gosto muito do conceito High Stakes e tudo que ele traz e penso que me ajuda na busca de fazer algo que eu me identifique, ir atrás da minha arte. A estrada é longa, mas creio que estar por dentro desse mundo e participando dessas discussões é um primeiro passo importante. Aprender com quem já está na action é incrível. Beijo.

  • Você poderia criar uma página no Facebook. Seria mais fácil acompanhar seus novos posts (que aliás são ótimos).

  • Daniele Piske

    Lindaaaaa!!

  • Adriana Pestana Greenhalgh

    Que linda historia Marina! Já imaginava que para viver ao lado do Goffi teria que ser uma mulher especial como vc… que tivesse muita compreensão do que seria viver isso… Vc é tão bacana quanto ele por isso formam um casal mais que especial… gratidão por compartilhar sua vida conosco e mostrar para todos que o amor deve ser vivido e sentido, apenas isso!E que cada um pode ser o que quiser para que ambos possam bater suas asas livremente sempre ajudando o outro a ir mais alto… lindo, na verdade perfeito com todos os seus defeitos….

  • Claudia Petini

    Do alto dos meus 42 anos me sinto perdida. 18 anos trabalhando em multinacionais de tecnologia, coordenadora de Service Desk, gerente de projetos, BID Manager, 4 anos mae e desde 2014 retornando como gerente de TI. Estou no Moving Up e tentando encontrar minha arte, adoro ajudar as pessoas, a desenvolvê-las e me parece que a PNL e o coaching podem ser um caminho pra isso. Estou buscando escolas, comparando preços, tentando fugir dos picaretas pra estudar e enfim mudar a chave, espero estar no caminho certo. Da um frio na barriga. A responsabilidade e grande, 2 filhos especiais, contas altas de tratamentos médicos, psicólogos, Psicopedagoga, psicomotricistas, terapia ocupacional…e ainda achar tempo pra estudar. Consegui isso nos intervalos através e cursos online, comecei com o portal meusucesso.com, depois com o reaprendizagem criativa do Murilo Gun e agora o Moving Up. Enquanto ajudo meu filho com os deveres da escola vejo um vídeo ou outro, no caminho para o trabalho, no intervalo do almoco, na esteira…não e o ideal, mas e melhor que nada. Obrigada Marina, bom saber que outras pessoas também passam por isso. Agora sei que não sou um E.T.

    • Heloisa Albuquerque

      Cláudia, o seu comentário me sensibilizou muito. Tenho uma história um pouco parecida, mas sinto que tenho me escondido por trás das dificuldades por medo e pelo peso das responsabilidades. Obrigada, você me inspirou.

    • Vislei Gonçalves

      …Ou pelo ao menos não é um E.T.? solitário, estamos juntos!

  • Cezar Camargo

    Isso! “De todo dia aprender algo novo” Estamos juntos na caminhada do chão da vida, ela é breve e única!!!

  • Maria Cláudia Senna

    Ai, que amor esse blog seu! Tô encantadíssima e acho, sinceramente, que veio na melhor hora… levei um tapão na cara e me deu vontade de acordar pra vida lendo tudo por aqui! “Tudo pela arte” também sempre foi o meu lema… sou Arquiteta, já pensou? Obrigada por tudo, vou começar a te acompanhar a partir de agora! Amei mesmo! <3

  • Diana Maron

    Marina, seu blog é INCRÍVEL!!!!!!!!! Muito obrigada por compartilhar conosco!

  • Daniele Pereira Dos Santos

    Muita linda sua história!! Me despertasse alguns questionamentos Marina, atualmente sou estudante de Arquitetura, já estou na 6 fase. Eu sei que amo arquitetura, tem momentos em que emeu coração bate forte, meus olhos brilham por estudar uma forma, funções e tudo maisss, mas diariamente busco ser mais forte para lidar com todos os desafios desse curso e as pessoas que fazem parte dele. Quero ter mas satisfação nesse caminho porque muitas vezes é difícil. Eu sinceramente não vejo a hora de me formar para poder ter mais liberdade de exercer minha arte, ao mesmo tempo eu sei q posso fazer isso tbm durante esse tempo, então vou busco formas e acredito sempre que é possível! Só pela sua história já gostei de você!

  • Maria Fernanda Lima

    Meu coração está cada vez mais cheio de gratidão! Obrigada Marina e Goffi por todo esse presente constante de verdades, de conteúdos e de inspiração. Sinto que o meu caminho só está crescendo e estar proximo a vocês só confirma mais ainda essa caminhada!

  • Priscilla Benites de Campos

    Olá Marina! Ouvi falar de você pela primeira vez nessa semana, quando também ouvi falar pela primeira vez do Gabriel e da High Stakes Academy. Estou participando da High Stakes Week e amando, pois há uns dois anos eu entrei numa busca frenética pelo desenvolvimento pessoal, a princípio focada em minha espiritualidade. Mas então descobri que isso tem tinha tudo a ver com a outra questão que vinha me consumindo. A do propósito no meu trabalho! Pois eu como engenheira por formação, vivia inconformada de ter apenas me adequado ao que os meus pais esperavam de mim e não estar vivendo as minhas artes (isso mesmo, no plural, pq nasci com vários talentos artísticos). E desde então muitas coisas tem ficado claras para mim e tenho certeza que a mudança já está acontecendo, pois embora eu não conhecesse esse conceito High Stakes até pouco tempo atrás, eu sempre acreditei que quando vivemos e nos dedicamos à nossa arte, aquela pela qual nossa alma grita, se tornar excepcional nela é só uma questão de tempo. Então, aqui estou eu pra aprender um pouquinho mais com alguém como vc, que teve coragem de dizer sim à sua arte há muito mais tempo. Parabéns pelo blog e parabéns pela coragem. Até o próximo comentário. Bjos.

    • Vislei Gonçalves

      Curti!

  • Samuel Wagner

    nossa parabens

  • MARISTELA TRINDADE

    TUDO PELA ARTE!

  • Raquel Tessari de Abreu

    Gratidão Marina! Sou artista também, me criei no interior com mato e água, cresci com a arte nas veias. Já me deixei dominar pelo mundo mas retomei as rédeas há uns 10 anos. Escorrego ainda às vezes mas não consigo nem imaginar trabalhar em algo que não seja da minha alma. Obrigada mais uma vez pela inspiração.

  • luciana cerqueira

    ler sua historia foi como me ver num espelho !!!!!!!! Só que ainda estou na busca da minha verdadeira arte !!

  • Thiago Arte Educador

    Bom dia Marina,

    Primeiramente preciso começar dizendo que sua história guardadas todas as proporções, relata um pouco da minha. Desde muito criança tive afinidade com o mundo das artes pois sempre fui e ainda sou muito sensível e a sensibilidade é uma das características de um artista, também desde muito criança me liguei a musica, toco dois instrumentos e também com o teatro, sempre estive ligado a pequenas peças de teatro e cheguei até a estudar teatro. Mas por não buscar um direcionamento e orientações corretas para minha vida profissional acabei seguindo um caminho que de fato não me paz feliz, até pego o gancho da Claudia Petini que abaixo relatou um pouco de sua caminha, a cito porque assim como ela estou a 20 anos na área de tecnologia, mas bingo, não decolo e porque simplesmente não me realizo profissionalmente e também na vida pessoal dentro deste caminho profissional que havia “escolhido” até decidir mudar. Foram muitas tentativas em cursos, palestras, projetos e até tentei empreender um pequeno negocio em tecnologia e toda essa persistência em busca de um sucesso profissional em uma área que não é a minha e digo isso com tanta firmeza hoje por assim como você Marina, chegou um momento em que eu tive que dar o meu basta na forma errada que eu estava seguindo com meus sonhos.
    Veja que eu começo dizendo que uma das principais características de um artista é a sensibilidade, mas como viver a minha sensibilidade em uma área fria, técnica e logica como a Tecnologia? Nunca daria certo, então era preciso mudar, e mudar de verdade sem medo de ser feliz e recomeçar do zero, bom não tanto do zero, pois como relatei acima a arte sempre me acompanhou e me acompanha então digamos que eu comecei a reativar o meu eu artístico. Porém antes de continuar a falar dessa virada para um verdadeira felicidade e realização do meu eu profissional e pessoal, preciso relatar que juntamente com a arte caminhava e caminha uma outra área que é uma verdadeira paixão e que unida as artes me realiza como ser humano e profissional que e a educação, bom pois bem desde criança assim como as artes me acompanham o amor pela educação também é minha companheira.
    Então porque não seguir tudo isso desde que me conheci por gente? Primeiramente porque não tive incetivo para isso e também cometi um erro que muitos podem cometer, buscar um futuro profissional por dinheiro, estudei 4 anos em um faculdade de T.I. da qual nunca me senti realmente realizado com o curso que fazia, o resultado claro é um infelicidade profissional que não se finda, bom no fim das contas chega o momento da mudança e assim como você, além da decisão de mudança Marina, do momento do chega, eu também contei e conto com uma grande parceira e incentivadora nas minhas decisões que é minha querida e amada esposa, uma professora/ educadora apaixonada pela profissão e com uma vocação incrível e admirável. Bom, e com o apoio dela eu tomei as rédias do meu verdadeiro sonho e assim fiz hoje estou no ultimo ano de licenciatura em Artes Visuais e muitos outros cursos na área de artes, a pratica de desenhar que eu nem sabia que eu tinha, o dom de olhar as belezas da natureza por exemplo e reproduzi-la em um papel, enfim, vamos unir os dois? Está ai meu sonho, a Arte Educação, sim quero e estou prestes a me realizar com professor de artes e artista como um todo, toda esta caminhada inclusive vai virar um livro pois estou escrevendo a minha Biografia de mudança para uma nova felicidade profissional e pessoal e quem sabe pode ajudar a outras pessoas que assim como eu não se realizam e vivem patinando em escolhas erradas, e possam se encorajar no meu testemunho de mudança.

    Muito bom poder compartilhar com você e com todos aqui a alegria de viver o que realmente sou vocacionado.

    Um abraço e sucesso a todos.