você sabe o quanto você evoluiu de um ano para cá?

 

sabe aquela sensação de passar dias, semanas, meses focado em algo tentando atingir um resultado?

então, quando foi a última vez que passou por isso, que sentiu sua evolução?

ou melhor, você sabe o quanto você evoluiu de um ano para cá?

eu apostaria qualquer coisa que um atleta profissional tem essa resposta na ponta da língua. e você?

há dois anos e meio, em novembro de 2013, eu me dei conta de que não tinha ideia de qual seria a minha resposta para essas perguntas. e agora, a um dia de uma viagem muito importante, retomei essa reflexão

do quanto a gente mal conhece as coisas que faz. do quanto, por isso, a gente deixa de se desafiar no dia a dia. e do quanto, por fim, a gente deixa de evoluir.

como se escolhêssemos ser no dia a dia atletas que não mais batem recordes e vivem de memória.

desde pequena, por conta do ballet, eu aprendi a me colocar nesse estado de constantes desafios. o desafio podia ser um passo difícil, uma coreografia desafiadora, o aperfeiçoamento de um movimento ou do meu pé (que por sinal nunca facilitou pro meu lado).

lembro quando eu encasquetei que ia aprender a fazer fouettés, um dos passos mais difíceis do ballet.

 

 

para mim era simples a estratégia para alcançar isso: treinar loucamente (era o que eu fazia todo dia depois da aula, enquanto esperava minha mãe ir me buscar) e entender como as bailarinas profissionais faziam.

eu chegava em casa, depois de muita tentativa e erro, e ficava assistindo repetidamente a vídeos de fouetté em casa.

funcionou. em pouco tempo estava eu fazendo os sonhados giros! aí apertei o desafio e, passado mais um tempo, estava já fazendo 32 fouettés seguidos (o que no ballet a gente chama de coda e é o sonho/ tormento de toda bailarina).

medir minha evolução ali era muito simples: aprender a fazer era o progresso; fazer 32 era o próximo nível do progresso. ao mesmo tempo, analisar quem já fazia o que eu estava querendo fazer era algo que me mantinha engajada com meu desafio.

a inspiração me alimentava e os resultados motivavam.

e é assim para qualquer coisa, quando a evolução é visível fica mais fácil… mais fácil medir e mais fácil se comprometer com isso.

mas nem sempre a estratégia e a evolução saltam aos olhos, e é aí que a maioria das pessoas estagna. deixa passar todo avanço que não é explícito e caminha para a mediocridade ( veja, medíocre = médio).

olho para o mundo e vejo isso em todo canto.

assim como foi isso que vi há dois anos e meio, quando fui com o gabriel, a convite dele, para um evento de empreendedorismo e desenvolvimento pessoal em punta cana.

mas dessa vez vi em mim mesma.

me dei conta que eu estava assim, seguindo a vida sem medir meus resultados, sem analisar e corrigir meus planos de ação, e sem sequer prestar atenção no meu presente para alinhá-lo com meu futuro.

em três dias esse evento vai acontecer novamente e foi esse fato que me fez refletir sobre isso tudo. porque eu vou, de novo, mas dessa vez num contexto completamente diferente.

o que mudou?

em 2013 o gabriel estava já há anos estudando sobre performance e autoconhecimento (o nível de poker que ele jogava exigia isso), eu ainda só assistindo as coisas acontecerem.

ele compartilhava muito coisa comigo, mas eu só molhava os pés no conhecimento, não me jogava.

continuava ali na minha zona de conforto: completamente frustrada com a faculdade mas sem mexer um pauzinho para isso mudar.

topei ir com o gabriel para o evento na empolgação, mas na verdade eu estava completamente despreparada. e por mais que eu fosse descobrindo isso a cada dia que a viagem se aproximava, não falei nada pra ele.

fui… perdida e despreparada.

perdida porque eu nem sabia quem estava indo. há anos sendo empurrada pela vida, eu tinha me distanciado de mim mesma. nem sabia mais quem eu queria ser. apenas acordava todo dia e era quem a vida me dizia para ser.

lembro que eu ficava ensaiando como eu ia me apresentar, como eu ia fazer para me mostrar uma pessoa interessante.

e despreparada porque eu ia sem nenhuma intenção estabelecida. ia sem saber o que esperar do evento e sem ter clareza do que queria trazer dessa experiência e oportunidade.

mesmo assim, fui…

foram 4 dias intensos, tomei o chacoalhão que eu estava precisando para criar consciência disso tudo e tomar uma decisão importante: cortar o que me frustrava e buscar o que me alimentaria.

isso, tranquei a faculdade e virei essa página. e só estou contando tudo isso porque foi o choque de perceber, naquela ocasião, como eu estava deixando minha vida me levar, que hoje posso dizer que a sensação é completamente diferente. é só porque aquilo aconteceu que hoje minha sensação é completamente outra. foi o choque que me fez buscar minha evolução.

o nervosismo continua aqui, afinal vou para conhecer pessoas que acompanho e admiro demais. pessoas que me inspiram. mas junto com ele vem a tranquilidade de agora sim saber quem é a marina que está indo e com qual objetivo ela está indo. de saber que eu vou aberta (e dessa preparada) para estabelecer um novo desafio.

eu estruturei essa evolução.

muitas vezes na vida a gente deixa de se comprometer com nós mesmos para se comprometer com o mundo…

comprometer-se com o que vem e vai. com o que passa e nada deixa. com o que passa e muito leva. e assim, no fim, não saímos do lugar.

não saímos e nem percebemos que não saímos. e isso é falta de intenção…

foi isso que descobri naquela semana, em novembro de 2013. e foi a partir de então que eu comecei a colocar intenção para tudo na minha vida.

e uma delas foi que nunca mais me permitiria sentir assim, perdida, sem perspectivas para mim mesma e sem um plano de ação claro e estruturado.

isso significa não só estabelecer desafios, mas também pensar em como alcançá-los, com a ajuda de quem, com qual estratégia, em quanto tempo…

se você não está colocando intenção a cada passo que dá, você está, na verdade, andando para trás ou pisando em ovos.

a evolução exige que estejamos num tracking constante. ela não dá espaço para o “deixa a vida me levar”, pois isso seria apenas contar a sorte. e bom, pelo menos não é assim que eu quero jogar o jogo da minha vida. e você?

é tão óbvio, não é? é só medindo que você descobre o que está dando certo e o que não está, o que é indiferente e o que já virou gargalo.

se você não está sempre revendo e analisando o que faz, você não tem a mínima noção do que está fazendo, de como está fazendo e de para onde está indo.

por isso é tão importante ter clareza do seu caminho, pois a cada passo que você deixa a vida dar por você é um pedacinho de si que você deixa morrer.

morre porque não evolui. porque não tem por quê. porque não se honra.

é só pensar em como faz um atleta… consegue imaginar como um nadador pode bater uma meta se ele não tiver total clareza de como é seu desempenho, o que o influencia e , a partir disso, como ele pode melhorá-lo?

não há evolução quando não há um acompanhamento sistemático dos processos, análises e re-análises que proporcionam mudanças de estratégia.

seguindo a mesma lógica, não é a toa que as empresas decidem suas estratégias, expansões e investimentos baseadas em KPI’s (key performance indicator = indicadores de desempenho), métricas que quantificam a performance de acordo com os seus objetivos. a regra básica é: metrificar tudo!

a gente até que entende isso no âmbito profissional, mas todo o resto parece que deixa passar a regra básica, não é mesmo?!

e repito, sabe qual o grande perigo disso? seguir a vida sem um plano de ação. ir de olhos vendados, guiado pelos outros e pelas circunstâncias… contanto com a sorte ou com a boa vontade alheia.

a viagem está chegando e a euforia e as reflexões crescendo… e por hoje era só isso que eu queria compartilhar.

mas aproveito para deixar duas perguntas que eu recomendo que você se faça com frequência:

se daqui um ano eu me deparar com essa mesma situação, vou saber lidar com ela de outra forma, como se fosse uma nova pessoa?

e onde eu vou estar em um ano se continuar fazendo o que estou fazendo hoje?

não tenha medo das mudanças e da evolução, tenho medo apenas da falta de clareza e intenção. no fim, são elas que vão aos pouquinhos matando tudo que você pode ser.

“if you are not growing you’re dying” – anthony robbins

 

  • Ana

    Olá Marina, adorei a reflexão que você trouxe nessa postagem. Eu estava pensando sobre isso nas últimas semanas. Porém eu sempre fico muito confusa sobre que métricas utilizar para saber medir esses resultados quando na verdade parece que as métricas que teríamos seriam muito subjetivas, quando falamos de crescimento pessoal.

  • Marcos Waltenberg

    Muito bom! Vou compartilhar com meus alunos ??

  • Juliano Primavesi

    Essa frase é do T Harv Eker, nao do Tony Robbins.

  • TALITA MENDES

    Olá, Marina! Sou nova aqui nos comentários. Mas sem dúvida não poderia deixar de compartilhar com você a sensação que me invadiu agora após a leitura da sua postagem.

    Há no mundo infinitos motivos para levantar todos os dias pela manhã e sorrir para o sol. Por um instante acreditei que isso já não fosse possível pela ausência de desafios, pela incerteza dos passos a seguir, pelo rumo que por tanto tempo esteve obscuro logo aqui diante do meu nariz (e está clareando aos poucos, não vejo o mundo com tanta clareza daqui ainda).

    A leitura do seu texto possibilitou reavaliar minha própria vida, meus passos. Os objetivos (e consequentes desafios) que se perderam eu tento neste instante reaviva-los, espero do fundo do peito que resistam apesar dos pesares, me lembro bem do porquê decidi encará-los de frente um dia (lá atrás) e o brilho nos olhos que me causava a ideia de conseguir por meio dos meus esforços ajudar outras pessoas.

    Agradeço a reflexão. Pensamentos nesse sentido tem o poder de relembrar ou de fato reorientar o caminho. O meu foi renovado, obrigada!

  • Daniele Piske

    Isso foi simplesmente fantástico Marina, estou nessa situação em que falou, deixando a vida me levar e engraçado que me peguei pensando nisso hoje, quero muito as coisas mas fico na zona de conforto e esperando que a vida me leve onde quero, no final não saio do lugar. Mas hoje está tudo tão claro e acabei de sair do meu emprego então ainda estou acomodando as coisas e com um pouco de medo do novo, mas ganhei uma pílula hoje com vc de realmente fazer as coisas diferente pra ter algo diferente!!! Muito grata a você e o Gabriel que tem quebrado muitos paradigmas meus diante da sociedade!! Grande abraço e boa viagem!!

  • Luiz Fabiano Dias

    Olá Marina! Sensacional! Há muitos anos aprendi a fazer o quadro dos sonhos. Nele colocamos fotos dos objetivos de curto, médio e longo prazo. Sejam os objetivos patrimoniais, financeiros, pessoais ou profissionais, considero importante tê-los sempre a vista. É uma forma interessante de manter foco, e, especialmente de perceber quando perdemos o foco. Abraços,

  • Joyce Mingorance Cavallini

    “Eu estruturei essa evolução”. Acredito que essa frase é o embasamento de tudo. Grata pelo texto, muito bom!

  • Jandira Oliveira

    Muito forte isso Marina.
    Confesso que esse ano é que acordei para vida.
    Dei um salto nas minhas idéias, na verdade no meu mindset.
    Ainda falta progredir bastante pois estou numa verdadeira batalha.
    Te agradeço por aqui.?

  • Pâmella Paes

    Oi Marina! Texto maravilhoso. Realmente precisamos definir nossos objetivos e seguir em frente, e então observamos o quanto isso muda nossa vida, nossa visão sobre nós mesmos.

    Por coincidência acabei de ver um vídeo do Erico falando sobre a taxação que muitas vezes recebemos de louco por estarmos seguindo nossos objetivos, que por vezes vão contra a corrente comum de outras pessoas. Isso é outro ponto que temos que ter muito cuidado, porque essa taxação muitas vezes vem de pessoas próximas, e aí que entra nossa força e a força de nosso objetivo, nossa missão nessa vida, para não acabarmos desistindo de nossos grandes sonhos, mesmo após traçá-los tão bem. Hoje eu mudei bastante meu modo de vida. Estou vivendo em Manaus com meu namorado, Lucas, mas sou de Recife. Voltei agora para visitar Recife e estou passando uns dias na casa de minha mãe. É incrível observar o que três meses e todas as mudanças que eu e Lucas fizemos em nossa rotina (muito influenciado pelo Gabriel, por você, pelo Erico e pelo Fong) nos tornaram um ponto de exceção comparada as rotinas comuns. Cheguei aqui e percebo que por vezes sou vista como louca, principalmente por ter feito escolhas que me deixam distante de pessoas amadas, como também minha rotina tem causado impacto e recebo olhares de “deixa a vida te levar, tais muito séria”. Quando na verdade só estabeleço prioridades, e as sigo, claro, levando a vida de forma mais leve também, que faz parte. Mas o que percebi em mim foi que, estando na casa de minha mãe e ela com rotina bem solta, sem grandes objetivos, me fez perder um pouco o pique, perder minha rotina. Isso anda me deixando bem mal, mas mesmo assim entrei em uma dança meio ruim, descompassada. E agradeço por esse teu texto, pois ele reavivou que sim, minha rotina tem que continuar existindo, never funcking stop!

    Enfim, comentário bem longo mas resultado do teu texto.

    Grata por mais uma lembrança para alcançar meus objetivos. <3

  • Patricia Rissi

    Oie! Realmente é muito bom se desafiar constantemente, muito chato apenas viver um dia após o outro…por coincidência essa semana me peguei pensando em como teria sido diferente fazer a faculdade (sou arquiteta urbanista) com a minha mente atual. E puxa vida, como eu gostaria! Com certeza teria aproveitado mais, assim como você vai aproveitar cada pedacinho da sua viagem dessa vez. Minha maneira de ver o mundo, pensar, agir, mudou tanto depois do Moving Up 2.0 que eu nem imagino onde estaria agora se tudo isso tivesse chegado para mim em 2009. Mas isso tudo não me deixa triste, não mesmo, pois agora o desafio é maior ainda! Gosto de pensar que “esses anos que andei mais devagar” agora apenas me impulsionam para andar ainda mais rápido (com mais foco, com mais action) e chegar na minha meta maior! Ótimo post, e uma ótima viagem para você! Espero acompanhar tudo no snap 😀

  • Marco Baldo

    TOP demais!!!

  • Joel Lisandro

    De um ano pra cá percebo uma grande evolução na minha vida. No meu mindset. Mas vejo que ainda tenho muita coisa a melhorar. E esse caminho de sempre buscar melhorar acredito que é algo constante.

  • Vanessa Bueno

    Olá Marina, realmente ter a clareza de como está a nossa vida é o primeiro passo para a evolução. Infelizmente, andamos tão ocupados que não conseguimos refletir sobre isso, e a vida acaba que nos levando. Obrigada por compartilhar a sua experiência!

  • Larissa Midori

    Marina eu só tenho a agradecer a você depois de ler alguns textos que vi aqui no blog, muito obrigada mesmo, fez abrir meus olhos e focar no que realmente vai me fazer mudar daqui a um ano, as metas estavam traçadas mas nem todas me fariam evoluir e alcançar meus objetivos, irei dizer chega para tudo que me distanciava dos meus maiores objetivos e desenvolver motivação para tudo que realmente importa. Muito obrigada novamente, você e o Gabriel estão sendo verdadeiros professores da vida para mim, que estou apenas começando minha jornada (tenho 15 anos hahaha). Beijão

  • Olá Marina, nossa, que blog incrível, acabei de receber há umas horinhas atrás um email do Gabriel compartilhando seu artigo, desde lá, não paro de ler, um artigo e depois o outro. Parecem que foram escritos pra mim, quanta reflexão, quanta sabedoria, quanto auto-conhecimento! Quero lhe agradecer por tanta colaboração em minha vida hoje! Muito obrigado!