porque eu não acredito no equilíbrio entre vida pessoal e profissional

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acho que nunca fui uma pessoa muito equilibrada com o que gosto. desde pequena sou meio obcecada com as minhas coisas… meus sonhos, minhas artes, meus objetivos. bem 8 ou 80, sabe?

quando me apaixonei pelo ballet (e isso durou muitos anos seguidos) era como se nada mais existisse na minha vida. essa era minha prioridade em todos os sentidos. eu dançava o dia todo (o corredor do supermercado era dos meus lugares preferidos, fazia minha mãe passar vergonha), falava sobre ballet o dia todo, respirava isso…

sempre que possível eu ia para o ballet logo depois do almoço. aproveitava a carona da minha mãe que estava indo para o consultório, e assim eu podia passar o dia no ballet fazendo aulas, de iniciante a avançado, de clássico a jazz. fazia tudo que eu podia.

não sendo suficiente, quando eu chegava mais cedo, em vez de esperar a aula das 14h, começava sozinha e fazia uma aulinha express (isso até o dia que a ju, minha professora, descobriu e cortou meu barato, disse que eu podia me lesionar).

depois dessa fase, veio o último ano do colégio e os anos de cursinho… em algum momento, acho que para desistir do ballet, coloquei na minha cabeça que o bacana era ser médica, ainda que isso tivesse quase nada a ver comigo.

ainda assim, eu tinha encasquetado com isso e estudava incansavelmente. a preocupação dos meus pais era o excesso de dedicação. me pediam para ser menos.

hoje, por mais que não se preocupem mais, ainda falam que trabalho demais. acham que eu e gabriel somos meio doidinhos (e em nenhum momento a gente nega ☺️).

essas lembranças me reforçam como esse extremismo sempre me acompanhou. e a cada dia eu o acho mais saudável, mais valioso. ele me prova que desde pequena eu já dispensava qualquer equilíbrio ou balanceamento na minha vida (a não ser quando estava na ponta dos pés).  

nunca entendi e enxerguei as coisas que eu me propunha a fazer como coisas separadas de mim. tudo sempre fez parte do mesmo todo, e por isso eu acostumei a mergulhar de cabeça. a ir de corpo e alma.

e é sobre isso que eu quero falar hoje… sobre como eu não acredito na diferenciação vida pessoal x profissional.

talvez esse seja meu maior ponto de conexão com o gabriel. acho que nos encontramos principalmente aí, nessa nossa insanidade de não ter mais ou menos, de jogarmos sempre all-in, cada um a sua maneira, cada um nas suas escolhas.    

a palavra equilíbro me remete a ideia de divisão, de ponderar opostos, de chegar num meio termo. juntar o bom e o ruim, o positivo com o negativo, o excesso com a falta.

só que esse meio termo nunca me agradou. sempre acreditei na soma de muitos elementos. eu realmente acredito que podemos apenas somar, é uma questão de perspectiva.

alguma vez você já ficou sonhando em ser mediano no trabalho, mediano com sua família, mediano com seus amigos, mediano em atividades que te dão prazer?

eu nunca. e acho que você vai concordar comigo que quando vivemos nossa arte isso não faz sentido algum.

quem quer conhecer a sua arte e provar só um pouquinho dela? se os seus olhos brilham, seu coração dispara e suas ideias alucinam com algo, tenho certeza que sua vontade não é lidar com isso apenas das 8h às 18h. não é toda noite guardar esse sonhos na gaveta e voltar para casa de mãos abanando, com o pensamento vazio.

quando fazemos algo que tem significado para nós, queremos respirar isso, queremos compartilhar e gritar pro mundo.

queremos lapidar, aperfeiçoar, potencializar. queremos viver isso! é o que fazem os artistas…

é como criança, que quando gosta de algo fica obcecada. ganha um campeonato e não quer saber de comemorar ou descansar no dia seguinte, só quer saber de treinar para entrar em campo novamente.

quando penso em profissional, sempre me vem a imagem de um artista na cabeça…

ser profissional significa performar no seu máximo e buscar elevar isso a cada dia. significa não apenas treinar, mas se construir de verdade, pensar em cada detalhe que te coloca nesse seu estado ótimo.

o ator que passa 20h por dia decorando cena e tem tudo na ponta na língua, não necessariamente vai encantar a plateia ou se realizar quando estiver atuando.

imagine um artista que decora todas suas falas perfeitamente, mas não estuda o personagem, não se aprofunda na sua caracterização, não cria afinidade com seus parceiros de cena…

imagine um artista que não trabalha seu emocional para encarar a emoção das luzes e a imensidão do palco, a expectativa e ansiedade da plateia, assim como não se prepara para lidar com imprevistos, com um momento de branco ou com um erro, seu ou de quem divide o palco com você…

imagine um artista que nunca conheceu e estudou outras modalidades de arte, que nunca buscou referências e nem se preocupou em criar um vasto repertório…

e ainda, imagine um artista que não tem um ritual para se preparar e subir no palco para fazer o seu melhor…

consegue perceber as infinitas variáveis que influenciam uma boa performance, que diferenciam um profissional e um amador?

se sim, tenho certeza que ficou mais fácil entender porque o profissional é apaixonado pelo hardwork, e porque ele não pensa nele dentro e fora do palco, e sim numa coisa única, que se mistura e assim se constrói.  

a mudança de perspectiva (e de mentalidade) começa aí, quando entendemos que nossos maiores resultados não dependem do número de horas que trabalhamos por dia, ou do quanto masterizamos uma única habilidade.

os resultados diferenciados começam a aparecer de verdade quando aceitamos ser um único personagem com suas diversas facetas. quando buscamos conhecer a fundo sua personalidade, sua forma de se relacionar, suas paixões e sonhos, seus medos e desafios. quando entendemos que é mil vezes mais difícil ser incrível em cena se você emendar um espetáculo no outro, sendo um personagem diferente em cada um deles.

é quando misturamos tudo, vida pessoal e profissional, que nos damos a chance de ser verdadeiros artistas.

os resultados não vem do trabalho frenético, vem de entender a magia por trás dessa busca pela potencialização de algo que tem significado para você e que te gera significância. o que move o profissional é seu desejo por se realizar cada vez mais. é o inconformismo com essa cultura do equilíbrio.

quanto mais envolvido e apaixonado pelo que faz você for, mais fácil e prazerosa vai ser essa eterna caminhada pelo profissionalismo.

utópico? apenas até o momento em que você começar a colocar intenção em tudo que fizer. apenas até o momento em que buscar significado em todas suas ações no dia a dia.

você não pode aceitar ter asas apenas aos finais de semana. tem que voar alto e longe, a qualquer momento, quando desejar.

hoje falo desse (não) balanceamento entre vida pessoal e profissional com muita convicção e tranquilidade pois já provei do outro lado. mesmo sendo 8 ou 80 desde pequena, eu tive uma fase morna na minha vida em que tudo que eu queria era A de um lado e B de outro.

quando começamos a high stakes academy eu apostei numa visão que não era minha ainda. eu confiava, enxergava a oportunidade, mas ainda não sonhava com isso, não conseguia enxergar o meu palco nesse mundo.

nessa época eu nem sabia ainda qual era minha arte, e essa falta de clareza me fazia querer viver duas vidas. eu entrava no hardwork, me envolvia pelo contexto geral, mas ficava esperando os dias em que o business ia dar uma trégua para eu viver meu relacionamento tranquilamente.

eu era eficiente e responsável, mas não apaixonada, e por muito tempo, sem nem perceber, fui deixando isso barrar minha evolução. era como se eu usasse uma armadura que não me deixava crescer, e ainda me fazia um grande peso todos os dias.

depois de muito conversar com o gabriel, depois de muito stress e de muitas tentativas de encontrar um equilíbrio, eu entendi… meu problema não era a intensidade da nossa vida, e sim eu não estar verdadeiramente conectada com o que eu fazia.

eu buscava justamente aquilo que me fazia ser amadora e não profissional: o equilíbrio e a desconexão.

eu não precisava de equilíbrio, precisava de significado. eu precisava dar voz a minha arte, precisava acordar e ir domir todo dia sonhando com meu palco. com as luzes e com a platéia. com a minha respiração e meus movimentos.

quando veio esse clique tudo misturou, ao mesmo tempo que tudo melhorou. comecei a delegar várias coisas e focar no que fazia sentido para mim.

hoje, cada coisa que eu faço na high stakes academy tem muito significado para mim. e a cada dia que passa consigo alinhar mais e mais minha arte e minhas responsabilidades. consequentemente, tudo que eu não quero hoje é ter que ficar entrando e saindo de cena, cada hora interpretando um personagem diferente.

quando eu falo em arte eu estou falando em realmente encontrar aquela coisa que vai te trazer significância na vida, é exatamente isso que você vai querer gritar para todo o mundo ouvir. se eu separo isso da minha vida pessoal ela perde o brilho, perde a graça e perde as cores. ela deixa de ser, eu deixo de ser.

não faz sentido tirar de uma pessoa o que ela faz de melhor e que gera resultados não só para ela, mas para muitas outras pessoas também. é por acreditar nisso que não há mais o que me faça acreditar que existe um e outro.

existe um, existe mistura, a união desses dois mundos que transformam o amador em profissional.

essa semana assisti um vídeo que me fez pensar sobre esse assunto, sobre a vontade louca de que tenho hoje em dia de ser muito profissional.

você consegue imaginar essa menina não cantando em casa, no banho, no caminho para a escola, nas festas com amigos, nos momento em família?

e aí eu te pergunto, o que você não se imagina não fazendo? essa é a dica. quanto mais disso você fizer, menos sentido vai fazer para você também buscar um equilíbrio entre vida pessoal e vida profissional.

 

  • Henrique Reberte

    Boa tarde Marina!

    Gratidão pela mensagem. Estou passando exatamente por esse processo. Também sempre fui muito intenso em minhas escolhas e meu jeito de levar o dia-a-dia. Estou finalizando uma fase morna de minha vida, pois no começo deste ano iniciei um trabalho de 8 horas e desde então vem ficando muito claro que não tem como fazer essa separação da vida pessoal e profissional. Não tem como dividir entre estudar as coisas do profissional e as coisas do pessoal.

    estou fazendo meu plano de saída para imergir completamente nessa união! Afinal das contas, somos um ser humano único e integral e inseparável. Como pude acreditar que seria possível dividir-me nesse contexto? Seria cair na mesma ilusão que é possível separa corpo mente e alma…

    Gratidão por gerar mais clareza e me empurrar nessa direção.
    A mudança me aguarda.
    Vlw

  • Olá, Marina!

    Essa frase já valeu a leitura: “eu não precisava de equilíbrio, precisava de significado.”

    Meus pais também se preocupavam comigo por excesso de dedicação, quando adolescente era nos treinos (kickboxing).

    Eu configurei uma tecla de atalho que abre imediatamente aquele vídeo “Profissional vs Amador” do hsmind,
    quando estou perdendo o foco aciono a tecla e o vídeo começa imediatamente.

    É quase como um “botão de emergência” rsrs

    Gratidão por manter a consistência em suas postagens, Marina.
    Até a próxima publicação.

    • Marina Teixeira

      haha, adorei a o botão de emergência, diego.
      vou pensar em um para mim também!
      valeu a dica :)

  • Hudson

    O tema gera uma certa polêmica mesmo Marina.

    Eu concordo com você quando vc diz que não dá pra dissociar o profissional do pessoal. Realmente não temos um botão de liga e desliga apropriado para isso. E quando estamos conectados com nossa arte, é natural que queiramos vivenciá-la ao máximo, que pensemos e falemos sobre isso na maior parte do dia.

    Porém discordo do conceito de que equilíbrio seja uma questão de divisão em partes iguais, e que, por consequência, optar por equilíbrio seja querer vivenciar nossa arte ou paixão de forma mediana, assim como discordo da necessidade de ser hardwork como uma condição imprescindível para ser excelente no que se faz.

    Pegando a teoria das dez mil horas do livro Outliers, para a busca da excelência em algo, bastaria-me a prática de 3 horas diárias por 10 anos ou 6 horas em 5 anos, o que não me parece tanto hardwork, se considerarmos que estamos nos dedicando a nossa paixão, algo prazeroso. Fora que o hardwork é uma coisa muito relativa e pessoal. É nesse ponto que quero chegar.

    Acredito que o ponto de equilíbrio é um conceito bastante relativo. Seria uma questão de encontrar um ponto em que nos dediquemos o suficiente a nossa paixão (mesmo que até de uma forma hardwork), mas desde que não haja uma negligência do pessoal a ponto disso nos prejudicar física e/ou emocionalmente. No caso que você narrou sobre o balé, por exemplo, o equilíbrio estaria em encontrar uma forma de vivenciar e se dedicar ao máximo, mas de forma a evitar um overtraining capaz de lhe lesionar.

    Acho que tem a ver também com cada um encontrar seu ponto de fluxo (conceito trazido no livro “O ponto de equilíbrio” de Christine Carter), onde as coisas fluem com facilidade (e nesse ponto, pra alguns o modo hardwork já é um ponto de fluxo), em contraponto a questão de fazer as coisas na força bruta, com muito esforço e muito pesar. Enfim, seria a questão de encontrar o ponto de fluxo e descobrir a parcela de necessidade de atenção a outras questões e papéis que exercemos em nossas vidas (pai, marido, amigo, tempo para o lazer e etc), capaz de preservar a nossa saúde física e emocional.

    É isso. Basicamente discordei concordando, porque a nossa discordância se resumiu ao conceito de equilíbrio. Não sei se já leu, mas além do livro de Chistrine Carter, também recomendo a leitura do livro do Geronimo Theml, que apesar de não ser especificamente sobre o tema, tangencia o tema e também me ajudou a enxergar a relatividade do conceito de equilíbrio (gostei bastante dos dois).

    Abraço e uma ótima semana!

  • Cristiane Lisovski

    Ontem estava conversando com uma colega de trabalho sobre esse tema, coincidência? Acho pouco provável. Sinto que o universo conspira e aproxima de nós o que realmente precisamos nesse momento das nossas vidas.
    Também sinto que estou mudando e elevando a minha média das 5 pessoas que mais convivo e isso está contribuindo para a mudança do meu mindset. Conviver com vc, goffi e equipe, mesmo de longe, no virtual, tbem contribui.
    Me identifico com muitos pontos aqui descritos, muitas pessoas me criticam por viver na intensidade, na action, no 220v every day e não entende como consigo, mal eles sabem que isso para mim chama se viver.
    Bom ver que tem mais gente que vive assim é é feliz e realizado. Super beijo

  • Aline Barretto

    Bom dia Marininha!
    Tudo que vc disse tem uma conexão incrível com o que vivo.
    Gratidão a vc!
    Beijos
    Aline

    • Marina Teixeira

      “o que você não se imagina não fazendo?”
      você já descobriu né, por isso tanta conexão!
      :)
      beijinho!

  • William Câmara

    Não puder deixar de ler Mamá. Adorei a reflexão, muito transparente e construtiva.
    Sou fã dos seus pontos de vista.
    Odeio a palavra equilibrio. Adoro a palavra homeostase.
    Parabéns pelo texto e obrigado por me acrescentar.
    Beijão

    • Marina Teixeira

      que honra você aqui.
      e que delícia receber essas palavras.
      fico muito feliz sempre que descubro que meus gritos de arte acrescentam também a pessoas que me acrescentam. e assim a vida segue, rica e bela!
      viva a troca!

  • Camila BC Martins

    Oi, Mamá!
    Entendi todas as fases desse caminho que te levou a buscar a unidade sobre todas as coisas. Essa unidade amarra tudo e nos eleva a um objetivo maior e ultra prazeroso, por mais cansativo que seja. Busco isso também, só que ainda estou no processo de amarração. Aos poucos eu consigo entender e lapidar o que é a minha arte.
    Dá-lhe introspecção e ação! É curioso que esses opostos, se não andarem juntos, ou te levam à apatia em relação ao mundo externo ou à ação desordenada, sem propósito.
    Estou certa de que unidade é a palavra-chave para a realização pessoal e, neste sentido, nenhuma forma de separação é boa.
    Gostei bastante do seu texto. Deu forma a alguns conteúdos internos meus ainda não racionalizados.
    Obrigada!

    • Marina Teixeira

      muito bom, camila!
      sem dúvidas podemos cair em algumas armadilhas nesse processo. como citou, apatia ou ação desordenada são uma delas.
      mas a introspecção e o alinhamento com a sua arte ajudam a chegarmos nessa unidade :)

  • Camila Cancian

    Oi Mamá!
    Faz tempo que te acompanho, mas só hoje resolvi interagir.. rsrs.
    Cada semana me identifico mais com seus textos e esse não é diferente. Quando conheci, primeiramente o Goffi, há uns 3 anos atrás falando sobre Arte, Hardwork e Mundo High Stakes eu pensava “para vocês é fácil, né.. A realidade não é tão simples assim” . E aos poucos fui amadurecendo e conhecendo esse profissionalismo e a ideia de estar all-in. Estava justamente nessa semana falando sobre isso, que antes eu contava os dias para ter um feriado e pensava “oba, feriadão de 4 dias”, hoje eu já penso diferente (“putz, mais um feriado”) pois quero viver minha Arte every fucking day!!! E como é bom estar conectada, mesmo de longe, com pessoas como você que me inspiram e que me abriram a cabeça para esse mundo… Ontem depois de 24h de jejum (aprendi com você) já “trabalhei” até 23h e hoje 5h já estava acordando feliz da vida para ir para a action, depois do meu ritual High Stakes, claro :)
    Obrigada e mesmo sem comentar muito aqui te acompanho e te admiro: gratidão!
    Grande beijo

  • putz, marininhaaa! quero te dar um abraço por esse texto XD
    dá vontade de imprimir e sair correndo pela rua com ele na mão, mostrando pra todo mundo e falando “tá vendo, gente? eu não sou louca!”
    huahuahauhauahuah

  • Joel Lisandro

    Gostei muito da sua visão sobre esse assunto. Eu antes considerava loucura (e pode até ser mesmo rsrs) viver muito intensamente determinada arte. Mas na verdade só é loucura quando esta arte te afasta das pessoas que você ama e das outras coisas simples e grandiosas que a vida oferece. Hoje venho com muita intensidade pensando, buscando novas ideias e o melhor de tudo querendo ir para action no que considero minha arte. Isso está completamente comigo em todos os momentos… seja quando estou com a minha família, no trabalho, com os amigos, enfim… isso me faz viver, isso dá sentido para a minha vida. Deus acima de tudo! :)

  • Sempre foi muito estranho pra mim ver todos a minha volta ansiando pelo fim de semana porque não aguentavam mais trabalhar e queriam descansar. Sempre achei estranho também esse pessoal que comemorava cada feriado prolongado. Todos esses comportamentos davam a entender que ninguém fazia o que realmente queria, sabe? O que gostava, não tinha prazer naquilo.
    Eu sempre fui muito apaixonada pelo que faço, nunca me submeti a algo que não gosto. Claro, já lidei muito com frustrações no trabalho, mas não no trabalho em si, mas talvez por enjoar de trabalhar em determinado projeto.
    Gosto de estar em movimento, projetos pequenos. Começa, termina, pronto, vamos pro próximo!
    Me encontrei muito esse ano, finalizando o meu TCC, pesquisando e estudando mais sobre minha área. Descobri que o blog é algo que eu posso ramificar para meu trabalho e hoje eu saio do trabalho e veio para o computador e continuo trabalhando feliz da vida. Não é sacrifício nenhum.
    Nada disso quer dizer que não tenho tempo para ler meus livros, jogar, ouvir música, sair… mas acho que entendo esse seu posicionamento all-in. Quando a gente realmente gosta do que faz, passamos a respirar aquilo.

    Beijos.
    http://www.jadeamorim.com.br

  • Simone

    Oi, Marina!
    Estou participando do mundo high stakes e estou adorando. Então resolvi conhecer seu blog. Parabéns, tem muito conteúdo.
    Eu sempre tive essa intensidade que você fala, quando encontro algo vou de cabeça. Meu problema é ser volúvel, ou seja, depois de um tempo de foco e dedicação acabo partindo para outra.
    Depois acabo me perguntando por que parei com algo que me fazia bem.