Qual o próximo passo depois de relatar como age #MeuAmigoSecreto?

Provavelmente você viu, ou até participou, da campanha #MeuAmigoSecreto que tomou conta da internet a partir do dia 25 de Novembro, o Dia Internacional de Luta pelo fim da Violência contra a Mulher

Essa campanha foi uma ação primeiramente contra o machismo, mas no geral contra a ignorância e o preconceito. Uma movimentação de quem ainda não se sente socialmente livre e plena, e que tentou alertar pessoas próximas que muitas vezes sem nem perceber acabam tendo atitudes e defesas machistas.

Como toda ação tem uma reação, uns recebem isso com inteligência, outros, com ignorância. E a gente se enche de amor quando vê que tem pessoas totalmente abertas a reflexão e desprendidas da carga do sentimento de “a carapuça serviu”:

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Essa # me tirou um sorriso e por sorte foi o comentário de um amigo próximo e muito querido. Gosto da responsabilidade que ele assume com a frase “Acho que quem não assume a segunda dor, não está pronto para dizer nada”.

Pois é também desse tipo de responsabilidade que eu acho que surgem as mudanças.

Então hoje eu não quero fala sobre machismo e nem sobre o #MeuAmigoSecreto. Deixemos essa linda campanha apenas a título de contextualização, ok?!

Primeiro porque já tem muitas pessoas falando e pensando sobre isso, na internet e fora dela. É só dar um google que vão chover opções.

Eu prefiro investir minha energia, e o meu e o seu tempo, pensando em algo que nem tantas pessoas estão pensando. Ou pelo menos eu acho que não, pois não é o que vejo.

E segundo porque esse tipo de campanha, protesto ou manifestação, como preferir chamar, me chamam a atenção para um diferente jeito de olhar e pensar como se dá a desvalorização da mulher na sociedade e a perpetuação disso.

É disso que eu quero falar. Até porque, como mulher, no meu dia a dia, é também nisso que eu escolho focar e investir.

Entendo perfeitamente a necessidade de se fazer uma análise macro de um assunto tão crucial como esse. E de surgirem ações macros através disso. Entendo também que para acontecerem mudanças em questões tão delicadas e carregadas de valor histórico e cultural, precisamos mesmo de campanhas como essa.

Por isso respeito e valorizo cada post que eu vi nos últimos dias de mulheres se expressando e de homens se reconhecendo.

Mas não consigo ignorar que a a mudança macro também depende da mudança micro, aquela que acontece a nível individual e comportamental. E essa só depende de nós mesmos.

“Mas, uma vez alcançada uma visão mais clara dos aspectos da vida social que se destacam com mais nitidez do fluxo histórico quando contemplados do alto e numa longa extensão, convém retornar a outra perspectiva, a que se tem dentro do fluxo. Cada uma dessas perspectivas, se isolada da outra, apresenta riscos específicos. Ambas – a visão aérea e a do nadador – mostram o quadro com certa simplificação. Ambas nos inclinam a depositar uma ênfase unilateral”. – Norbert Elias, 1992

A vontade de falar sobre o micro vem porque me preocupa que tantas pessoas apostem todas suas fichas nesse tipo de ação que está dentro do fluxo. Me preocupa que você se acomode com isso e deixe camuflar a importância da sua ação individual.

Me preocupa a mulher que age a partir de uma posição de vítima e se deixa enfraquecer pelo que vem de fora, do outro. E aí apoia sua “não ação” numa condição desfavorável da qual diz não ter controle.

Por isso, em vez de dizer o que penso sobre o #MeuAmigoSecreto, hoje eu escolhi falar sobre como eu acho fundamental agirmos (e também estarmos sempre gerando essa reflexão) na esfera individual e comportamental.

Escolhi falar sobre como enxergo a responsabilidade da mulher (com ela mesmo). Ou melhor, sobre como não assumir essa responsabilidade alimenta a perpetuação de uma situação que é desfavorável a ela mesma.

Isso não significa que eu ache ou defenda que a mulher causa essas situações ou que elas só acontecem porque ela quer. De forma alguma.

Veja bem, falar em responsabilidade não significa dizer que a mulher que veste roupa curta, justa ou o que for está sujeita a ser assediada, desrespeitada e desvalorizada, porque entende-se que ela esteja “pedindo” pra se tratar assim.

Com certeza esse é um maiores absurdos que escutamos por aí.

Repito que não estou falando do que está da porta pra fora. Não estou falando da atitude do outro, do que a motiva e se é ou não justificável. Não estou falando do que está fora do nosso controle.

Apenas alertando que, muitas vezes sem nem perceber, a mulher deixa de agir contra tudo isso por não agir individualmente.

 

Assumir Responsabilidade = Se empoderar

Quando eu falo em responsabilidade me refiro a responsabilidade sobre suas escolhas. Responsabilidade com seus objetivos. Responsabilidade com o que pra ela significa ser ou não valorizada.

É assim que eu enxergo que a mulher pode, aos poucos, no seu dia a dia, ir conquistando seu poder pessoal e se desprendendo do que a sociedade ainda impõe como padrão social.

Não adianta você querer algo, exigir do outro e querer passar adiante, se você sequer vive isso.

A mulher obviamente quer ser e se sentir valorizada (assim como o homem quer), mas pra isso ela precisa inicialmente se valorizar, viver se respeitando e valorizando. E em dobro ainda quando isso exige a quebra de um padrão histórico, social e cultural.

E eu acredito que tudo começa em como eu e você lidamos com a nossa própria vida (o micro), e então é nisso que eu escolho investir toda minha energia, diariamente.

Com algo que eu ou qualquer mulher desse mundo possa fazer desde já. É nisso que eu penso todos os dias… em como eu posso agir pra chegar aonde eu quero, não me deixar levar e afetar pelo que vem de fora e, principalmente, não me auto vitimizar em nenhuma situação.

Eu prefiro gastar energia com o que podemos fazer hoje, agora e todo dia: simplesmente, nos responsabilizar das nossas responsabilidades 🙂

“Que absurdo, você está então ignorando casos seríssimos de assédio físico, moral, estupro… de casos em que a mulher realmente é refém de um ser mais forte?”

Não, não estou ignorando nada disso… tenho total consciência da gravidade de tais questões e respeito por elas. Sei da importância de serem discutidas, e minha vontade também é de mover o mundo e “curar” tudo isso.

O que estou dizendo é que acho que a cura vem do encontro do macro com o micro, mas que começa no micro.

Estou dizendo que acho lindo campanhas como #MeuAmigoSecreto, que acho eficaz a movimentação, reflexão e conscientização que elas causam, mas que não acho suficiente.

O suficiente parte de nós.

E é por essa mentalidade que não me impressiona quando uma mulher diz, por exemplo, que um homem acabou com sua autoestima.

“Por que você deixou?”, é o que eu te perguntaria se me dissesse isso.

O que você pensa é responsabilidade sua. O que você escuta também. O que toma pra si, nem se fale.

A forma como você se coloca no mundo influencia demais a forma como será tratada. Tudo começa nos seus relacionamento, e a forma como eles se dão são sempre um reflexo da sua pessoa.

Como? Por quê?

Quando você sabe o que quer, está certa dos seus objetivos e no comando das suas escolhas, naturalmente você sabe como agir, com o que se importar e como se valorizar.

 

Só você pode decidir por si

Ninguém além de você pode ter influência sobre como você age, reage e recebe as coisas.

Se você se sente desvalorizada num relacionamento ou numa situação, e mantém isso, a culpa (e a escolha) são suas. Se deixa sua autoestima ser afetada por outra pessoa, a culpa é sua.

Se você tá se deixando ofender, qualquer que seja o motivo ou a situação, a culpa também é sua.

Se você se deixa estar numa posição vulnerável que te gera esse sentimento de desvalorização é porque se perdeu em algum momento e se distanciou dos seus objetivos.

Toda palavra que vem carregada de raiva e frustração, mas vazia na sua essência, tem que ser imediatamente deletada, simples assim. Não é com você e não diz respeito a você.

Você só escuta aquelas que vem com amor e verdade, e aí se abre para usá-las a seu favor. Se elas forem mesmo reais e de boa intenção, elas até podem machucar, e isso é um sinal: “Tem algo errado aí”, mas não vão te desvalorizar.

A crítica não absorvida é nula e só te faz recuar. Negar, se vitimizar e recuar. Não é isso que queremos, né?

A responsabilidade a qual me refiro está na essência das nossas atitudes, naquilo que as fazem ter sentido para nós.

Por isso, voltamos ao exemplo de como a mulher se veste.

Independente da forma como opto fazer isso, respeito e defendo que toda mulher tem o direito e deve se vestir como quiser e tratar do próprio corpo da forma que bem entender. Até porque acredito que essa também é uma forma de expressão, e portanto influencia nossa liberdade.

Mas eu enxergo nisso duas condições:

1 – Que não seja esse o motor da sua autoestima. Se é sua forma de ser e se expressar, ok! Se é sua necessidade de ser, aí eu vejo problema.

2 – Que faça isso exclusivamente para si mesma, nunca pro outro.

Do contrário eu acho que entramos naquele jogo sem fim… em que quando convém você joga o poder nas mãos do outro, mas aí quando alguma coisa te incomoda, você o quer de volta como num passe de mágica.

E o que eu acredito é que se você sabe aonde quer chegar, você não aceita abrir mão do seu poder em momento algum, pois isso significaria abrir mão dos seus sonhos e das suas escolhas…

É por isso que não aceito ouvir que uma pessoa acabou com a autoestima da outra, independente do gênero que ataca e do que recebe.

Se você está comprometido com uma escolha que fez, o que importa é a sua decisão e a forma como vive isso, não a interpretação que os outros fazem da sua escolhas e os direitos que se dão a partir disso.

Se você abdica de algo em prol de outra coisa, sendo essa a sua escolha, é isso o que importa. Você não é menos por isso, independente do que quer que tenha abdicado.

Quando eu falo em poder me refiro àquilo que vai te dar forças e te colocar na direção de se responsabilizar pelas próprias responsabilidades e levar isso em frente.

Mas diferente do que muita gente pensa, seu poder só existe em relação a você mesmo.

Ser responsável e fazer as escolhas certas requer que tenhamos poder sobre nós mesmos, não sobre o outro. Trata-se de como você se empodera das suas decisões pra se auto-realizar.

Recentemente assisti ao filme Grace de Mônaco, que conta a história (mesmo que não muito fiel) de uma das maiores atrizes de Hollywood, Grace Kelly.

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O filme foi alvo de muitas críticas, mas pra mim pouco importa se ele retrata 100% a realidade, a influência do produtor, a composição de cenas e a construção dos personagens… o que me importa é a mensagem que o filme passa e o que disso fica em mim.

E esse filme me deixou muita coisa… e muito sobre o poder da mulher. 

Se ainda não assistiu, desculpa mas vou dar aqui alguns spoilers ?

Muitas pessoas talvez entendam que Grace Kelly foi submissa quando aceitou abrir mão de uma proposta para voltar ao cinema para assumir verdadeiramente o posto de princesa de Mônaco.

E aí eu te pergunto, submissa aos olhos de quem? De quem defende que a mulher só é forte se tomar suas decisões independente do marido, da família ou o que for? De quem acha que o poder se expressa quando nos colocamos contra algo ou agimos mostrando total independência? Ou de quem ignora a importância de fazer suas próprias escolhas e viver feliz com isso?

Talvez o príncipe de Mônaco, se tivesse que escolher entre seguir com seu título ou ficar com sua família e assumir um outro papel a partir disso, optasse mesmo pelo título.

Isso o faz mais forte do que Grace, que decide virar a página da sua carreira como atriz para assumir o papel de princesa de Mônaco e não ter que se distanciar dos filhos, do marido e ainda prejudicar a carreira dele?

Absolutamente não.

Talvez fizesse se essa não fosse a escolha livre dela, já que isso resultaria no seu não envolvimento com a situação e infelicidade. Talvez fizesse se como princesa Grace deixasse de existir.

Mas a partir do momento que ela decide por si e realmente abraça suas novas responsabilidades, ao meu ver ela só demonstra que é uma mulher admirável e cheia de força (e se ainda não assistiu ao filme, quando o vir vai entender o que estou dizendo, vai entender o que significa parar de brincar e assumir com louvor uma responsabilidade).

É por isso que eu digo que se trata de algo interno… Ela não seria feliz de outro jeito então é nessa decisão que está o seu poder, e é por isso que deve ser respeitada.

 

E de onde eu tiro todo esse poder?

O poder de qualquer indivíduo (seja homem ou mulher) está dentro de si mesmo e independe do poder dos outros. É por isso que para ninguém, sejam mulheres ou homens, há espaço pra vitimização.

E aí você pode estar se perguntando, “Tá, mas como eu conquisto esse poder? Como eu me desprendo dessas coisas que hoje me afetam tanto e me fazem sentir injustiçada?”

Primeiramente, tendo clareza.

Quando você tem clareza de quem você quer ser, onde quer chegar e pelo que quer ser reconhecida e valorizada, nada mais te afeta.

Nada mais que vem de fora te afeta ou machuca. Suas escolhas e atitudes passam a ser tão legítimas que você vai exalar respeito e força.

E importante, você vai começar a agir com muito mais naturalidade!

Porque é inevitável, quando estamos seguros de algo a coisa flui… mas quando a gente tenta impor algo que não está dentro de nós, quando tentamos forçar uma imagem que nem condiz com o que vemos no espelho, aí fica realmente mas difícil ganharmos respeito.

E dessa clareza você tira forças e inspiração pra ir pra ação, expressar seu poder e consolidá-lo.

E isso só vale quando sua clareza e suas atitudes são consistentes. E pode até parecer estúpido, mas uma coisa muito importante de se fazer para manter essa consistência é se valer de auto afirmações.

Isso mesmo, é você olhar no espelho e se relembrar de quem você quer ser, onde quer chegar e pelo que quer ser reconhecida e valorizada.

Confesso que por muito tempo eu não dei bola pra isso, até debochava… mas com os anos fui aprendendo com o Gabriel que realmente isso gera poder.

De início achei que eu tinha um louco em casa, mas quando você vê tudo que escuta (ou se escuta) falando pro espelho acontecer, você passa a olhar pra coisa com outros olhos.

Não, não estou falando de lei da atração, mas de controle de mentalidade, da forma como você entende as coisas e lida com elas. Porque isso está 100% relacionado a responsabilidade.

E não precisa falar pro espelho, obviamente. O que você precisa é se relembrar diariamente das suas escolhas e do porquê por trás delas. Isso é muito empoderador. É um ato de coragem, de força e personalidade.

 

Primeiro sentir e se ver sendo… depois ser!

Pra ser alguma coisa, primeiro você precisa se enxergar como tal.
Quando você se vê, você já é. Não é lei da atração, e sim da realização. É ter um motivo para arregaçar as mangas, se blindar de tudo que vem só pra te atacar e se nutrir só do que te coloca mais perto de onde quer chegar.

E se é fácil? De jeito nenhum. As vezes ainda me pego lutando por poder, querendo medir forças, tentando me impor, me preocupando mais em romper um padrão do que viver o que acredito…

E quando isso acontece, quando me deixo ofender e me deixo levar, eu me sinto menos (injustiçada, desvalorizada, invisível). Mas isso, felizmente, só até perceber que eu mesmo procurei isso e que isso só me distancia dos meus sonhos e dos meus objetivos.

Não adianta forçar, basta ser. E cada um é de um jeito, de acordo com o que acredita.

Mas por vezes, por ignorância ou falta de clareza sobre quem são, quem querem ser e onde querem chegar, muitas mulheres abrem mão desse poder. E aí, consequentemente fomentam exatamente a condição que querem combater.

Isso me incomoda.

Me incomoda mulheres que acham lindo ouvir o homem dizer que não vive sem elas, mas se recusam a dizer que sentem o mesmo por eles. O homem se faz isso é sensível, a mulher é fraca e dependente.

Me incomoda a mulher que luta por igualdade e acha digno escolher viver pra família, mas que quando vê uma família em que o homem assume esse papel parte pro julgamento: esse cara é fracassado, a mulher deve fazer gato e sapato dele, e por aí vai…

Me incomoda todo mundo que quer algo sem viver isso. Em que igualdade de gêneros as pessoas pensam que vão chegar com isso?

Qual lógica de querer e tentar ser respeitada se para isso muitas escolhem a ironia de fazer com os homens exatamente aquilo que acusam? Como se estivessem enfiando algo goela abaixo, se provando e sendo mais.

E é por isso que eu digo que a reflexão começa no micro, no dia a dia, em assumir suas responsabilidades consigo próprio e honrar isso.

Definitivamente a desvalorização da mulher só vai deixar de existir quando ela realmente formular o que entende por “ser valorizada”, viver isso e fazer o mesmo com as pessoas. Quando ela se desvincular do que a sociedade diz ser o poder e assumir o seu próprio.

É por tudo isso que eu acredito que a solução está dentro de nós e parte de nós. E é por tudo isso que tenho receio de qualquer coisa que, mesmo sendo legítima, abre portas para as pessoas se esconderem.

Receio que as pessoas admitam que a melhor forma de protestar algo e reivindicar seus direitos é sempre através de ações macros. Receio que se escondam por trás dessas ações e deixem  de refletir e de agir no seu próprio comportamento.

Receio que pensem que só ações em massa trazem resultados, e que agir no micro é uma atitude egoísta e ineficiente.

Essa é a minha opinião… sempre vou achar que a melhor forma de protesto é a ação, o resultado. E ainda que isso seja feito na esfera individual, eu acho nobre e eficaz.

Até porque uma estrutura só se mantém quando suas bases estão consolidadas. Mas principalmente porque seu comprometimento tem que ser sempre com você em primeiro lugar.

Então, eu só queria dizer, mulher… o mundo pode estar caindo lá fora, seu respeito, seus valores e seus direitos continuam dentro de você.

Acho lindo e importante que participe de tudo que achar nobre e válido, desde que isso não a distancie de sua ação pessoal. Desde que isso não a tire do seu próprio caminho. Desde que isso não desvirtue seu poder pessoal.

Minha mensagem é essa: honre suas escolhas e você estará não só se valorizando e sendo livre, mas contribuindo para que essa seja a base de uma nova estrutura.

Se concorda com isso ou não, estou aqui nos comentários para te escutar. Venha 🙂

 

  • Ana Paula

    Marina, que reflexão linda! Vai ao encontro daquilo que eu penso. Toda transformação precisa ser gerada de dentro para fora! Acho que o processo de autoconhecimento precede o levantar bandeiras coletivas. Empoderar-se te faz um ser mais de ação do que de reação. Muitas vezes, vejo alguns discursos sendo apenas discursos, apenas reação a uma situação “x”. Claro, tem o papel de gerar reflexão, mas podem virar um fim em si mesmo e não um meio de movimento.
    Seu blog é ótimo! Estou apaixonada! ?????? Beijos!

    • Marina Teixeira

      Exatamente isso, Ana Paula:
      “Empoderar-se te faz um ser mais de ação do que de reação.” e também “podem virar um fim em si mesmo e não um meio de movimento.”
      Fico feliz que esteja gostando e espero contar com mais reflexões e compartilhamentos seus também 🙂

  • Luiz Fernando Heiras

    Volto a dizer: encontrei meu lugar!!! Me identifico muito com esse blog pois estimula ao pensamento fora da caixa, com uma visão de reflexão positiva, sempre positiva, isso que é mais importante e fascinante.

    Toda ação que nos atinge, é de responsabilidade nossa saber lidar com aquilo, não vai ser outra pessoa que vai fazer isso por nós, nossa mentalidade que vai definir se vamos superar aquele fato ou não. A maioria das críticas, são feitas com pessoas que “dão audiência” para os agressores, estão mais preocupadas com os julgamentos do que com os resultados.

    Na minha opinião, se você está bem com seu objetivo, seu propósito, dificilmente vai se abalar. O que acontece hoje em dia, é que muitas das atitudes tomadas vem de influências externas, visando o censo comum, as atitudes tomadas não são da própria personalidade da pessoa.

    Como a Marina disse no texto, “a melhor forma de protesto é a ação, o resultado”. A partir do momento que o foco em seu propósito é prioridade, muitos comentários são deixados de lado, e se os resultados aparecerem não haverá mais comentários negativos.

    Quer que isso tudo mude? Comece por você, confie em você! Não espere que todas as outras pessoas mudem pra você fazer o mesmo, pois elas estão com o mesmo pensamento que você. Se todas tivessem o pensamento “eu vou fazer minha parte”, com certeza as coisas seriam diferentes. Com ação gerando resultado, você consegue alcançar seus objetivos e consegue “calar a boca” das críticas.

    Não devemos ignorar certos assuntos polêmicos que estão acontecendo no mundo, mas em alguns casos, apenas isso basta.

    Espero ter gerado mais valor aqui no blog com esse comentário, um dos meus objetivos é o mesmo desse blog, fazer com que as pessoas reflitam sobre assuntos importantes, que façam diferença na vida delas, sob um ponto de vista diferente que a maioria não vê. O valor gerado aqui no blog é de tão imensa qualidade que me vejo na obrigação de comentar, acrescentando uma nova forma de pensar.

    Muito obrigado Marina por esse belo texto! Nos vemos no próximo post! 😉

    • Marina Teixeira

      Então, Luiz, eu acho um pouco delicado dizer, nesse caso em que o que se discute é o tratamento dado à mulher na sociedade, simplesmente que se você está bem com seu objetivo, nada vai te abalar.
      No curto prazo não me basta estar bem comigo mesmo para evitar que me assediem na rua. E estar bem comigo mesma também não me faz ignorar essa invasão e desrespeito.
      O que eu quis levantar aqui é o que mais podemos fazer além de levantar bandeiras, como podemos tratar isso diariamente sem apenas esperar uma nova campanha ganhar visibilidade na internet, e como deixamos de ser conivente com qualquer coisa que nos desrespeite (porque só esperar é aceitar, e fazer o mesmo ou parecido com o outro é fomentar). Fiz questão de destacar duas frases do comentário da Ana Paula que dizem muito sobre esse texto e sobre o que penso.
      Mas certamente, sempre vai ser “Comece por você, confie em você!”.
      Até o próximo 🙂

      • Luiz Fernando Heiras

        Posso ter me expressado mal, Marina, mas não quis ser tão radical quando disse que quando temos nossos objetivos traçados e focamos neles, nada vai nos abalar, ainda mais nesse caso específico contra as mulheres. Somos seres humanos e temos sentimentos, ninguém é de ferro pra aguentar a esses abusos sem dizer nada, sem ao menos mudar de sentimento.
        Nesse comentário que fiz, quis enfatizar o lado de um controle emocional equilibrado, que pode ajudar na superação de algumas situações que passamos, e não um controle emocional blindado contra qualquer tipo de desrespeito, onde toda essa invasão deve ser ignorada.
        Quis me expressar com um comentário mais generalizado, por isso pareceu um pouco estranho. Espero ter esclarecido o sentido da minha opinião. 😉

        • Marina Teixeira

          Sim, sim, entendi melhor.
          Controle emocional é sempre peça chave né 😉

  • Heloise Amorim

    OI Marina tudo bem? Legal o post, com certeza ajudaria muitas mulheres que não se encontraram.
    Achei que o texto teve muitas repetições, ficou um pouco cansativo.
    Beijos, espero ter ajudado.

    • Marina Teixeira

      Obrigada pelo feedback, Heloise!
      Sempre bom saber o que agrada, ou não. 😉

  • Maria Fernanda Ayres Nogueira

    Ma, que reflexão maravilhosa! Li muita coisa sobre a # mas nenhuma que teve a coragem de falar o que você falou. Vi que teve bastante cuidado com a culpabilização da vítima (com razão) mas tocou num ponto super importante, que é a responsabilidade das pessoas, das mulheres, em relação àquilo que fazem com elas (nós). Faz todo o sentido empoderar a mulher e fortalecê-la para que encare o machismo de todo dia e mude o micro (si mesma e seu entorno) aos pouquinhos. Mesmo em situações horríveis de violência externa, uma coisa que pode ser trabalhada é a força da mulher pra sair (de um relacionamento abusivo, por exemplo). Isso não exclui o macro, ou a responsabilidade dos homens (e de educá-los), mas já é uma grande coisa! Parabéns pela ousadia. Bjos