Como as grandes histórias vão te transformar num visionário

 

Quantas vezes você já não passou pela situação de achar que algo era impossível até te provarem o contrário?

Ou ainda, quantas vezes você já não se pegou colocando mil barreiras para realizar algo e só conseguiu fazer acontecer porque alguém conseguiu te fazer enxergar em tempo alguma coisa que você estava deixando passar?

Algumas pessoas precisam ver para acreditar, enquanto outras desenvolvem a habilidade de enxergar as coisas antes delas acontecerem. Esses são os visionários, os pioneiros, os inovadores… Aqueles que quebram marcas, que assinam a história.

Que tipo de pessoa você é? E qual você quer ser?

Esses dias relendo a história de Roger Bannister me veio a vontade de escrever sobre o poder de uma grande história…

Roger Bannister nasceu em Londres, em 1929, e começou sua carreira como corredor só depois de entrar na faculdade de medicina de Oxford, a qual cursou apenas porque conseguiu uma bolsa.

Na época, experts diziam que o corpo humano não era capaz de completar a corrida de uma milha em menos de 4 minutos. Tal feito era tido não só como perigoso, mas como humanamente impossível.

Nos anos 1940, o record da corrida de uma milha baixou para 4:01 e assim permaneceu por mais 9 anos.

Será que os experts estavam certos e esse era o limite do corpo humano?

Não.

Em Maio de 1954, Bannister corria pela Associação Atlética Amadora de Oxford contra corredores da Universidade na competição anual. Ele corria com mais 2 amigos, todos no mesmo passo, mas nos últimos 200 metros deu um sprint e finalmente bateu os 4 minutos. Bannister completou a corrida em 3:59.4.

O mais impressionante? Um mês depois o australiano John Landy quebrou o record de Bannister em menos de 1 segundo.

Na ocasião, não foi apenas a barreira dos 4 minutos que Bannister quebrou, mas principalmente a barreira do impossível.

Primeiramente ele enxergou que era possível e internalizou isso… visualizou sua vitória e a meta dos 4 minutos ficando para trás. E depois, por consequência, libertou muitas pessoas que até então só conseguiam enxergar o impossível.

A partir de então a marca que se prolongou por 9 anos começou a ser quebrada com frequência.

Mas o principal aqui é que não se trata apenas de uma história de motivação, de exemplo, de persistência e superação. Sim, também é tudo isso, mas o mais importante que a história de Bennister e esse vídeo deixam claro é que lidar com o que é socialmente considerado impossível e com seus próprios limites é uma questão de estratégia. De controle mental.

 

 

“Quando eles dizem que você não pode estão mostrando os limites deles, não os seus.” – Kevin Keenoo

A motivação supre nosso lado emocional (e por isso, sim, ela é essencial e valiosa), mas o poder das grandes histórias é o de gerar inspiração.

Inspiração = inspira + ação. É desse poder que eu estou falando… elas te colocam em ação, não só porque você se sente disposto e energizado pra isso (motivação), mas porque te orientam estrategicamente.

A inspiração é seu plano de ação, é a partir dela que você domina sua mente uma vez que decidiu que algo é totalmente possível, pelo menos pra você.

Quando você cria certeza de algo, quando todas as partes do seu ser acreditam nisso porque seu foco está completamente direcionado para tal coisa, a mágica acontece. Não é lei da atração, é ciência. E tem tudo a ver com o post anterior que fala de sensibilização.

Temos no nosso corpo o sistema ativador reticular (SAR), que controla a atividade elétrica cortical e, assim, atua também no processo de atenção seletiva, ajudando o cérebro a decidir em que ele deve focar e o que deve deletar.

Quando você tem objetivos muito claros e vive cada momento com a certeza de que vai atingi-los, você influencia o que o seu sistema reticular filtra. Como consequência, você passa a dar uma atenção especial para as coisas que vão te fazer atingir isso, coisas que você deixaria passar se não estivesse nesse estado de foco, atenção e comprometimento.

É por isso que eu falo que a inspiração é estratégica: ela é material para você direcionar sua sensibilização para ampliar seu leque de oportunidades.

Eu sempre fui super cética com tudo e o Gabriel o oposto, e esse desde o começo foi um dos nossos pontos de atrito.

Hoje me rendi e estou tentando pular pro lado dele. Uma das frases que mais gosto de escutar lá em casa é quando ele diz “eu já vi, agora não dá mais pra desver“. Quando isso acontece eu sei que posso ir com tudo que a operação está garantida e vai ser sucesso.

Eu tive que ver muitas coisas que ele falava darem certo para acreditar. Começou a ficar chato né… Porque não começar a dizer o que é possível e o que vai dar certo também? Porque não surpreender em vez de ser sempre surpreendido?
Foi o que eu decidi há pouco tempo, começar a jogar esse outro jogo… o da antecipação, dos visionários, dos que não precisam ver pra crer.
Agradeço ao Bannister, ao Gabriel e a todas minhas outras inspirações. A todas histórias que foram muito além da motivação e me fizeram não só querer inovar na minha arte, ser pioneira, quebrar marcas e barreiras… mas acima de tudo, me colocaram no caminho pra isso.

Esse é o poder de uma história, te inspirar a ir estrategicamente para a ação.

Fazer algo depois que provaram que isso é viável é fácil, é como “fazer depois de feito”. A sensação não chega ao pés da de ser o primeiro a fazer, de inovar e beneficiar as pessoas com isso.

As pessoas precisam ver para acreditar. Mas quando você descobre isso você não precisa mais.

Passe livre agora para ser um visionário e revolucionar a sua arte, desprendendo-a de qualquer amarra, de qualquer padrão.

Então para e pensa… Que visão você poderia ter no momento que ninguém mais está pensando (ou estão por aí dizendo que é impossível)? Como você poderia inovar na sua arte para se diferenciar ainda mais?
Me conta aqui nos comentários e vamos discutir ideias fora da caixa… Vamos falar de fazer acontecer o que é desacreditado ou nem sequer pensado 🙂

 

  • Que história! A arte de fazer o impossível, pura inspiração =)

    • Marina Teixeira

      Realmente, uma arte!

  • Jaqueline Moura

    Eu já fiz várias coisas impossíveis, uma dela foi deixar a minha faculdade federal faltando 1 ano e meio para terminar, deixei uma relação de 7 anos, deixei a minha empresa, deixei a minha estabilidade familiar e financeira e fui em busca de sonhos e incertezas. Viajar com 22 anos para ser uma modelo internacional, e todos falavam que eu era louca, que era velha para começar, que não iria conseguir. E eu só foquei no meu sonho e em realizar ele, e conseguir =)

    • Marina Teixeira

      Das coisas que falou, a primeira temos em comum 🙂
      Quando nos chamam de loucos é o melhor sinal… Espero que as loucuras estejam valendo a pena!

  • Joel Lisandro

    Também quero ter essa virtude de enxergar as coisas de forma que possa inovar. Gosto dessa frase: Crer sem ver, ou seja, trata-se de fé. Fé, estratégia e ação.

    • Marina Teixeira

      Crer sem ver 🙂

      • Joel Lisandro

        🙂

  • Francisco Isaac

    Todos os Dias, Ver e Fazer:)

    • Marina Teixeira

      ? 🙂

  • Jansen Osório

    Oi, oi, oi! Adoro reler essa história também. O insight que ela gera é muito poderoso; capaz de espantar o medo e dar uma dose -maravilhosa- de energia, inspiração e muuuuita ação. Hoje vivo muito isso: sei que foi feito, logo, posso fazer. Mais uma vez, gratidão por seu conteúdo. Muito obrigado, Marininha! Um abração “nocê” e no Goffi! o/

  • Fábio Ramos

    “Bem-aventurados os que não viram e creram!” João 20:29 😉

  • Adriana Mascarenhas

    Descobri seu blog hoje e estou amando! Parabénsss!!!!