adams óbvio – como ter sucesso simplesmente enxergando o óbvio

 

essa semana, em um dos meus momentos de estudo me deparei com a indicação de um livro. no dia seguinte, depois do almoço, eu já o estava lendo. teoricamente, um livro sobre marketing.

foi assim, sentei, mal tive a sensação de começar o livro e ele já tinha terminado (sim, é um livro MUITO curto que você pode ler em menos de uma hora, então não existe desculpa!), ficou aquela sensação de “quero mais”.

e aí eu percebi o quanto o livro cumpria a mensagem que se propunha a passar! não precisava de mais, estava tudo dito ali em pouquíssimas páginas, de forma extremamente clara e óbvia.

simplesmente não precisava de mais. Adams Óbvio, em essência, fala sobre a arte da comunicação, e durante a leitura por muitas vezes pensei o quanto aquilo tudo se aplica não só ao marketing, mas a todos os nossos relacionamentos.

estamos acostumados a complicar tudo… “tentando achar pelo em ovo”, conhece essa expressão? então, é bem isso! o tempo todo, em tudo que fazemos. a gente complica o simples e peca no básico: a comunicação!

pode até ser que você esteja pensando que, já que você não é da área de marketing, esse livro não tem muito o que te agregar. mas aí você se engana…

se você vive a sua arte o marketing vai te ajudar a levá-la para o maior número de pessoas possível. se ela ainda é uma ideia, você vai precisar do marketing para vendê-la, fazê-la ser descoberta e desejada.

pensa assim, marketing = comunicação. ok?

escrito por robert rawls updegraff, adams óbvio conta a história de osborne adams, um jovem que começou a trabalhar como estagiário na oswald advertising agency, uma das maiores empresas de publicidade de new york na época (começa do século XX), e chegou a ser vice-presidente da empresa.

o livro é composto por várias “parábolas” da história de adams, e todas terminam reforçando a mesma ideia: o sucesso dele vinha da sua capacidade de enxergar o óbvio (quando ninguém mais o fazia).

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o autor começa o livro dizendo porque a gente simplesmente não enxerga o óbvio na maior parte do tempo: o óbvio não faz os olhos brilharem, a imaginação voar ou o coração bater.

“o problema é que aquilo que é óbvio, normalmente, é tão simples e comum, que não exerce nenhum efeito sobre a imaginação nem oferece muito assunto para discussão (…) mas quase sempre essas ideias representam um gasto desnecessário e visam atender ao ego das pessoas, não ao objetivo real do plano, que é vender algo: ideia, produto ou serviço. infelizmente, quando se pensa em empreender, a maioria das pessoas confunde criatividade com algo sofisticado, diferente, inédito, nunca o que é óbvio.”

não basta o óbvio fazer o que precisa ser feito: dar respostas e solucionar problemas. nós nos acostumamos a complicar tudo e sempre ir pelo caminho mais difícil. e o mais sintomático disso é que, quase sempre, nem chegamos no óbvio. desviamos dele sem nem o conhecer.

a história começa pelo final, no salão do restaurante tip top, em chicago, quando adams já era uma publicitário reconhecido.

ali está ele, sentado, esperando lhe servirem o café, quando dois outros homens entram, sentam numa mesa próxima e começam a comentar sobre ele.

e a primeira reação dos homens deixa claro essa nossa cegueira pro óbvio e incapacidade de incorporar o simples e aprender com ele.

“eu já o ouvi falar umas duas ou três vezes nas reuniões da associação publicitária, mas ele nunca disse nada que eu já não soubesse. mesmo assim, parece que ele impressiona muita gente. confesso que para mim foi uma decepção.”

e enquanto eles muito falam, pouco observam e nada aprendem“adams está focado, desenhando esboços e fazendo anotações no verso do cardápio do restaurante, não deixando passar detalhes sobre o que vê”.

essa passagem logo no começo me chamou muita atenção. adams aqui dá um show de presença e deixa claro como começa o encontro com o óbvio. já parou para pensar quanto você observa a vida? quanto você a percebe e sente?

pois é, agora pensa… como é possível solucionar um problema, saber vender uma ideia ou se comunicar com as pessoas se você nem sabe o que se passa do lado de fora?

é como querer opinar sobre a performance de um artista sem sequer assistir ao espetáculo. e fazemos isso o tempo todo, no automático: vivemos pouco presentes no agora, quase sem observar o que e como as coisas acontecem, e muito ansiosos com o que está por vir, sempre tentando surpreender e esperando ser surpreendidos.

voltando ao começo da história, adams começa a trabalhar na oswald agency no setor de controle e arquivo de jornais. ele coloca ordem no lugar, muda o método de trabalho e logo percebe que a equipe de redação vai precisar de reforços. chega a falar com o chefe, mas a operação é mal sucedida.

até que ele descobre uma nova campanha que a empresa está tocando e decide se aventurar aí.

“tão logo soube do que se tratava,  adams disparou a pesquisar tudo o que se relacionava a pêssegos. em pêssegos pensou, com pêssegos sonhou, sobre pêssegos estudou e comeu pêssegos, frescos, em calda, em conserva. conseguiu publicações das associações de produtores, bem como de instituições governamentais que tratavam do cultivo e produção. passou várias tardes estudando o processamento da fruta”.

diferente do que faz a maioria, adams não tentou inventar a roda. pelo contrário, ele simplificou e fez o óbvio: primeiro entendeu o produto, o mercado e o desafio, e depois pensou na solução (a campanha).

e o que nasceu disso foi mais do que suficiente para ele ser transferido para a equipe de redação.

saltou aos olhos do chefe da redação o que adams tinha como diferencial: “ele vê os pontos essenciais das coisas e os expressa com clareza”.

ainda assim, seus primeiros trabalhos foram bem fracos e por várias semanas nenhuma ideia óbvia (e por isso genial) surgiu.

até que ele ficou sabendo que a oswald agency ia tocar a campanha de uma fabrica de bolos que vendia seu produto para mercearias.

o que ele fez? tirou o horário do almoço para procurar uma mercearia que vendesse o tal bolo e fez disso seu almoço. gostou do bolo!

chegando em casa ele passou a noite inteira trabalhando em ideias para a campanha. no dia seguinte veio a decepção… outro redator ia fazê-la. apesar disso, adams continuou investindo as horas vagas nela.

três semanas depois a campanha estava pronta, adams e todos a acharam incrível. ele inclusive reconhecera que nunca teria conseguido escrever um texto como esse, em que as pessoas terminassem com água na boca. no entanto, no momento da renovação o resultado era insatisfatório e a empresa resolveu encerrar o contrato.

adams ficou arrasado. chegou em casa, pegou todo trabalho que ele tinha feito meses antes e começou a revisar. as ideias borbulharam e ele foi lapidando todo o material.

lembra do processo? ele foi até uma mercearia, comprou o bolo, experimentou e só depois começou a criar o material.

enquanto a campanha (supostamente incrível) da empresa se preocupou apenas em fazer anúncios que deixassem as pessoas com água na boca, adams viveu a experiência para poder solucionar o problema todo: não só fazer o bolo ser desejado, mas também fazer as pessoas comprarem o bolo.

e mais uma vez foi o óbvio que fez a nova campanha ser sucesso e impressionar o presidente: ele não se deixa desviar dos fatos. adams os encara diretamente e depois parte para a análise, e isso é vencer metade da batalha”

como pode alguém querer falar (e vender) sobre algo que não conhece?

adams sabia dessa obviedade e, por isso, sabe qual foi a primeira medida sugerida por ele? oferecer às mercearias amostras individuais dos bolos enrolados no papel manteiga.

pois é, chega a ser bobo de tão óbvio.

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e assim o livro segue por mais algumas histórias, óbvias e bem sucedidas. e o autor vai concluindo que para encontrar o óbvio das situações é preciso fazer análises, “entender o óbvio pressupõe análise; e análise, pressupõe pensamento”.

na minha língua, primeiro eu digo que é preciso estar presente e observar. e a gente vê isso deixando de acontecer não só no marketing, mas o tempo todo no jeito das pessoas serem e se comunicarem.

isso porque as pessoas tem preguiça de pensar e esquecem que criar, inovar ou perceber o óbvio são atividades que requerem (muito) pensamento. requerem presença, observação, paciência, incubação de ideias, percepção do outro, reconhecimento do mundo exterior…

agora, quantos de nós fazemos isso no dia a dia?

a gente vive tomando atitudes precipitadas, não vai a fundo nas análises e, assim, nem passa pelas ideias que são de fato óbvias.

estamos quase sempre uma etapa antes do óbvio, e assim vamos complicando tudo, o marketing, nossos resultados, nossos relacionamentos… a vida!

a sensação que eu tenho é que vivemos uma paranóia de tentar sempre enxergar além, enxergar o que nem existe, deixando passar, assim, o que está bem na nossa frente.

o autor traduz muito bem isso em um dos trechos finais do livro:

“muitos pequenos empresários sofrem de um astigmatismo administrativo grave, que poderia ser curado se praticassem o gesto óbvio de chamar um especialista em negócios para corrigir sua visão e lhes dar uma perspectiva verdadeira de seu negócio e de seus métodos”.

é isso! quantas vezes a preocupação em achar uma solução não te distancia da análise, dos fatos e do presente?

logo que adams entra na oswald agency, em menos de um mês ele faz uma sugestão para mudar o método de trabalho. o chefe entende a sugestão, autoriza a mudança e o resultado é o aumento da produtividade e baixa dos custos.

mas em uma grande empresa tradicional hoje em dia isso seria impossível, pois toda e qualquer mudança é muito burocrática, e isso não é nada óbvio, lógico ou intuitivo.

na high stakes academy esse foi um dos primeiros sintomas do fracasso que decidimos atacar. todos nossos colaboradores tem plena autonomia para alterar procedimentos e sugerir mudanças macros.

isso porque optamos por enxergar o óbvio: ninguém melhor do que quem está na action para decidir o que deve ou não ser alterado, qual a forma mais eficiente e simples de se fazer algo.

e mesmo sendo óbvio muitas empresas ainda prendem-se a burocracias hierárquicas e vão, assim, matando sua própria evolução. e assim comprovam também o que updegraff diz logo no início do livro ao explicar porque as pessoas insistem no não-óbvio: “mas quase sempre essas ideias representam um gasto desnecessário e visam atender ao ego das pessoas, não ao objetivo real do plano”.

isso faz muito sentido pra mim. não só no marketing, mas em todas nossas formas de comunicação.

estamos sempre tentando enxergar além ou esperando que o outro o faça.
tudo ficaria mais fácil se as pessoas parassem de fantasiar e tratassem os outros e a si mesmas com mais obviedade, se contemplassem mais o que acontece no mundo exterior.

o óbvio é que, quando queremos algo vamos atrás disso. e se isso envolve outra pessoa, devemos dizer/ pedir a ela. mas o que quase todo mundo faz? fica esperando. espera ser surpreendido em vez de resolver o problema.

espera-se que o outro tenha uma bola de cristal e assim vão se acumulando falhas de comunicação, que podem resultar no fracasso de uma campanha de marketing, na falência de uma empresa, no fim de um relacionamento, e por aí vai…

as histórias de adams óbvio deixam bem claro dois motivos pelos quais as pessoas simplesmente não enxergam o óbvio. motivos esses que são hoje sintomas da sociedade:

1. o desejo de se destacar que acompanha o ego + a necessidade de surpreender e ser surpreendido que se sobrepõem ao desejo de resolver um problema;

2.  a  incapacidade de estar presente, observar e analisar as situações;

eu acho o sintoma 2 muitos mais perigoso, pois vejo esse como nosso maior problema (meu, seu e de todo mundo que insiste em complicar as coisas): sequer conseguir chegar no óbvio.

ele gera um efeito cascata e isso foi o que mais me impactou no livro: perceber que vivemos num modo automático, que nos cega e nos deixa ausentes da vida, tornando, assim, as coisas muito mais difíceis do que elas realmente são.

como se vivêssemos num mundo paralelo tentando, de lá, solucionar o que acontece aqui. já sentiu isso?

e tudo fica mais claro quando paramos para analisar mesmo grandes inovadores, como steve jobs por exemplo, e percebemos que eles sempre partem do óbvio.

“tudo a sua volta que você chama de vida foi criado por pessoas não mais inteligentes que você (…) uma vez que você entende isso você nunca mais será o mesmo” – steve jobs.

o diferencial de adams não era apenas enxergar o óbvio, isso não adiantaria se todos o fizessem. o x da questão era que fazendo apenas o que ele sabia fazer ele se aproveitava de um sintoma da sociedade.

cada um se aproveita de um sintoma. adams se diferenciava por ver o que as pessoas não viam. jobs deu o próximo passo, e seu diferencial era conseguir ir além do óbvio (inovar), mas pra isso primeiro ele precisou chegar no óbvio.

as histórias de adams me fizeram pensar quantas vezes eu escolho o caminho errado, o mais difícil, simplesmente porque não paro, respiro e olho atentamente as situações.

e não tem jeito de querer sair do óbvio sem antes chegar nele.

exemplos de marketing dando lição de vida, essa foi minha experiência com adams obvio.

e para finalizar eu queria deixar um desafio, dessa vez não para a próxima semana, e sim para todos os dias a partir de agora:

vamos enxergar mais o óbvio?

tente ficar cada vez mais presente, observar mais, respirar e analisar antes de agir. não ficar esperando a bola de cristal entrar em ação e simplificar as coisas. e não tentar inovar sem antes chegar no óbvio e explorá-lo.

para ajudar nisso, ao final do livro updegraff relata 5 formas de você testar o óbvio a cada nova ideia ou solução que vier a sua mente:

1 – “esse problema, depois de resolvido, será simples”
você tem que olhar para a solução proposta e enxergar tudo com clareza. qualquer pessoa que a vir deve entendê-la perfeitamente.

2 – ela se comunica com as pessoas?
você precisa ter certeza de que, mesmo antes de implantada, a ideia dará certo, pois ela será facilmente compreendida e se comunica com a realidade das pessoas. simples de explicar, sem embaraços, sofisticação ou constrangimentos.

3 – colar a ideia no papel
imagine explicar a ideia para uma criança. tem que ser curta, simples e objetiva.

4 – efeito eureca
é aquela ideia que “explode” na cabeça das pessoas, faz os olhos de todos ao redor brilharem.

5 – reconhecer o momento certo
o timming é tudo. como saber o momento correto? quando as pessoas gostarem da proposta, mas pensarem em alguns constrangimentos que podem ocorrer para alcançar o público, é porque ainda não é hora. se não parecer novo, original, está atrasado. é obvio!

e aí, topou o desafio?

aqui estão as dicas de updegraff para testar o óbvio.

e a minha dica, não para testar, mas sim para estar presente e enxergar mais o óbvio, é a meditação.

pra mim isso é óbvio, para você pode até parecer estranho… cada um com suas estratégias, o importante é dar certo!

então me conta aqui nos comentários o que achou disso tudo e se já tem alguma estratégia para cumprir o desafio 🙂

 

  • Wallace

    Fiquei com medo de spolier e não terminei de ler o post, baixei o livro, vou ler e depois volto para terminar, rs

    • Marina Teixeira

      Haha, e aí, Wallace, leu?

  • Julio Zartos

    Outro texto TOP!! O problema com a obviedade é que ela fica meio que apagada pelo automatismo. Ou o que o Goffi costuma chamar de “ponto cego”, pois se encontra no campo de visão periférico, quando não atuamos no modo manual. Curti muito as dicas e já as inseri nos meus estudos “High Stakes”. De novo, TOP, obrigado e parabéns!! º/

    • Marina Teixeira

      Exatamente, Julio! A gente entra no automatismo, mergulha na paranóis do novo e quando vê, não vé é mais nada 😉
      Perde o óbvio!

  • Vanusa

    Seu texto me remete muito a obviedade da palavra NÃO. Certa vez logo no inicio do meu negocio, um ser de desses poucos diferenciados que existem por aí, me deu essa sacada “Saiba dizer NÃO” de forma simples e direta, as vezes me pegava dando mil voltas até chegar no final das contas à um tão simples, descomplicado e esclarecedor NÃO. Nosso não para o obvio está tão tímido, amedrontado, sem força, que nos leva à manter relacionamentos, empregos, saúde, governo, na mediocridade, na mesmice anos após anos, acumulando problemas e definhando…mais e mais. É isso aí… que saibamos dizer NÃO sem enrolação p todos os lados. Até.
    Ps. Gostaria de ler em texto seu sobre esse “obiozinho” NÃO, que tal Marina?

    • Marina Teixeira

      Muito bem relacionado, Vanusa!
      Ok, vamos providenciar esse texto aí 😉

  • Marcelo Menezes Vianna

    Parabéns pelo texto Marina. Vou ler já este livro! Obrigado

    • Marina Teixeira

      Boa!
      E obrigada, Marcelo!

  • Luiz Fabiano Dias

    Estou lendo Cultura da Convergência de Jenkins e uma frase na introdução atribuída à Arthur Schopenhauer chamou minha atenção. A frase é a seguinte: “A tarefa não é tanto ver o que ninguém viu ainda, mas pensar o que ninguém pensou sobre algo que todos veem.” O seu texto e o livro – que fiquei realmente curioso para ler – parece demonstrar o como atingir a proposta de Schopenhauer e de Updegraff. Excelente texto para PRESENTE olhar com mais ATENÇÃO para as obviedades da semana.

    • Marina Teixeira

      É isso mesmo, Luiz!
      Eu já ouvi o Murilo Gun usando essa frase para descrever o que faz o humorista. E é bem por aí!
      Vou pegar a sugestão de leitura, valeu 😉

  • Joyce Mingorance Cavallini

    Estou acompanhando o casal recentemente e me identificando muito com as abordagens, mesmo não sendo do ramo de marketing, nos passam conceitos reais de vivência em todas as áreas. Li há algumas semanas o livro “O poder do agora”, que foi um divisor de águas para mim. Obrigada pela dica de Adams Óbvio, Marina, com certeza o lerei. Bjs

    • Marina Teixeira

      Oi, Joyce, que gostoso saber disso 🙂 e que bom que gostou da indicação. Depois volta aqui pra contar o que achou ?
      O poder do agora é incrïvel mesmo!

  • Caroline Silveira

    Oi Marina!!! Sou fisioterapeuta e estou fazendo o Moving Up, buscando cada dia melhorar minha arte!!! Sua reflexão me levou ao meu ponto de trabalho: as vezes estamos fora da mente porque estamos fora do corpo. Se sequer conseguimos entender o que o nosso próprio corpo expressa, como conseguiremos escutar o que os outros (sejam pessoas ou situações) dizem? Junto com a meditação, a consciência corporal tem me trazido para esse “estranho” momento chamado agora! E isso tem mudado bastante a minha vida!! Gratidão por me relembrar a importância do óbvio!! 🙂

    • Marina Teixeira

      Que legal, Caroline! A dança me deu essa primeira consciência da importância da sintonia e presença mente-corpo! E a meditação como hábito aflora demajs isso, porque nos traz mais elementos pra explorar isso!

  • Heloise Amorim

    Oi Marina! Que legal essa matéria , adorei. Vou comprar esse livro quando eu acabar o que to lendo! Obrigada pela indicaçao!
    Ah inclusive eu li o “roube como um artista ” que vc indicou aqui no blog tambem! Ótimo livro! Bjao

    • Marina Teixeira

      Aee, depois conta aqui o que achou!!

      • Heloise Amorim

        Com certeza, é um livro ótimo e inspirador, ele te impulsiona a ir pra action….principalmente pra quem ja é artista.

  • Vanessa Bueno

    Olá Mariana, é isso mesmo! O óbvio, por vezes, é tão óbvio que o deixamos escapar. Obrigada por mais uma excelente reflexão. Um abraço!

    • Marina Teixeira

      Isso aí, Vanessa! Ele escapa e a gente perde o caminbo da inovação!

  • Cesar Pires

    Oi Marina! Excelente post. Lembro-me dos tempos da faculdade do quão trabalhoso era chegar a uma solução simples e eficiente em termos de design. Algo que pudesse comunicar a ideia com clareza e que fosse facilmente lembrado. Depois de muitas e muitas horas de trabalho a solução parecia tão óbvia. E aí sempre vinha a frase clássica: Como não pensei nisso antes? A solução estava na nossa cara. Um abraço.

  • Paulo Eduardo

    Essas são dicas valiosas para se levar para a vida inteira… Muito obrigado Marina, estou a cada dia tentando evoluir mais e mais e tentando descobrir a minha arte através de pesquisas e experiências. Tenho 15 anos e ainda tenho muita coisa para aprender. Obrigado por todo o conteúdo que você e a equipe Highstakes compartilham conosco. Abraços!

  • Sérgio Cambraia

    Marina, gostaria de compartilhar que após ler o teu texto sobre o livro: Adams Óbvio. Fiquei “super” interessado em ler o livro.

    Bom! O que fiz? Corri para a Saraiva para comprá-lo, mas aqui em Porto Alegre/RS, só por encomenda. Então comprei e fiquei no aguardo da chegada. Alias, já tinha comentado isso com o Gabriel Goffi via Snap, pois, foi lá que fiquei sabendo do Tudo Pela Arte.

    Hoje, recebi o livro. E, novamente, você tinha razão, o livro é envolvente e leitura suave e rápida, ou seja, já li. E confesso que será muito útil no meu projeto de empreendedorismo. Valeu! Por compartilhar este livro aqui.

  • EmersonTomate

    Ser criativo é fazer o óbvio com criatividade.

  • Amanda Cunha

    Marina obrigado! Estou numa fase de mudanças em minha vida. Pela primeira vez nos meus 33 anos, mudanças verdadeiramente profundas, para que sejam verdadeiras. Você e o Gabriel tem sido alguns dos meus mentores, pois não somos a média das 5 pessoas que estão mais próximas? Rs. Os escolhi para levar minha média para cima. Amo seu blog.

  • Marcela

    Marina esse texto me lembrou muito um ensinamento que aprendi em um curso que fiz. Ação gera inspiração. Inspiração raramente gera ação. É isso que o autor fala sobre ir, testar, prototipar, experimentar, vivenciar o processo e reinventar se for necessario. É isso que faz a roda girar, as idéias irem e sairem do papel. Obrigada pela recomendação de leitura. Estou lendo seu blog e já me conectei.