porque abdicar de uma experiência pode ser o caminho para a verdadeira experiência

 

uma coisa que sempre me impressionou demais foi a capacidade do gabriel de estar presente nos momentos sem se importar com o tempo. viajar sem qualquer roteiro, arriscar sem nenhum vacilo. ser e estar, em todo os momentos.

e mesmo vendo essa atitude há mais de 10 anos, há duas semanas eu senti na pele de verdade e só agora considero que realmente entendi o porquê dela.

já contei aqui que há duas semanas estávamos na grécia para um evento de desenvolvimento pessoal e biohacking, e que aproveitamos a viagem para estender mais 4 dias… 4 dias para serem nossos.

e apesar do foco principal da viagem ser o evento e os objetivos que tínhamos com ele, meu maior aprendizado definitivamente não foi sobre biohacking.

foi, em primeiro lugar, sentir e entender a importância de mudarmos o padrão e começarmos a viver mais e acumular menos. e digo acumular não apenas bens, mas também (e talvez principalmente) histórias.

hoje parece que a maior parte do tempo é assim… vivemos com essa mania de acumular momentos, memórias e experiências, mas pouco delas aproveitar de fato.

uma mania estranha de viver de forma superficial e não se entregar pro presente, profunda e intensamente.

o mundo da internet acaba favorecendo isso, o fazer para mostrar. mostrar que tem, que é, que foi. um jogo de ego e de status. a busca por muita coisa que falta.

desse contexto me salta aos olhos também a necessidade das pessoas de viverem momentos que nem fazem parte da história delas. de viver muita coisa para registrar e poder contar história. de viver para ser aceito e se sentir parte, mas quase nunca por um interesse genuíno.

talvez a ficha tenha caído na Grécia porque caminhar entre turistas é um poço de aprendizados, uma oportunidade de entender padrões. padrões sociais que ultrapassam os culturais.

assim veio meu maior aprendizado, se confirmando em diferentes momentos. começou no primeiro dia, antes mesmo de chegarmos ao evento…

estávamos eu e o gabriel tomando café da manhã no hotel e começamos a conversar sobre nós… sobre cada um e sobre os dois, sobre a arte dos relacionamentos. se tivesse uma foto desse momento provavelmente você suspiraria com a beleza da paisagem que nos cercava.

eu quase cortei a magia do momento para dizer que íamos nos atrasar, mas ele respondeu, com toda calma e desprendimento que ele esbanja quando se trata de estar presente pro presente: “nada é mais importante que esse momento e a reflexão que estamos tendo”.

sorri, respirei e voltei.

a partir desse momento minha sensibilidade aumentou e comecei a reparar na pressa das pessoas… no compromisso, no vazio e na confusão interna que tomam conta de quase todos nós e que nos desnorteiam.

depois disso me chamou a atenção, por exemplo, a menina que no último dia sentou na minha frente e, acredite se quiser, perdeu uma palestra de 40 minutos para ficar editando a foto que tinha tirado na entrada do evento.

e me chamou ainda mais atenção subir até a acrópole, em atenas, e pouco ver (ou nada) as pessoas apreciando o local, relembrando e sentindo a história que ele conta, presentes para o que estavam vivendo.

era nítido que a grande maioria não estava ali presente… falando muito, andando, tirando fotos, mas pouco provando da experiência. enfim, muitos ali apenas seguindo o roteiro, marcando um x no álbum de figurinhas da vida.

e eu te pergunto… de que adiantam essas recordações vazias? de que adianta registrar um lugar que você pouco viu e nada sentiu?

foi isso que comecei a me perguntar e foi assim que entendi, de verdade, toda a calma e presença que o gabriel sente, independente de onde ele esteja, seja no quintal de casa ou num paraíso na Grécia.

as pessoas estão se acostumando a viver cumprindo tabela. acumulando experiências que não são de fato vivenciadas, que não ficam guardadas na memória e nem dão frutos, mas que entram pra conta. estão ali, registradas e prontas para serem anunciadas, “eu fui”, “eu fiz”, “eu tenho”.

e assim seguimos, fazendo muito e absorvendo pouco. vendo e ouvindo muito, mas aprendendo pouco. expondo muito mas tendo, de fato, muito pouco a compartilhar.

todo processo de aprendizado precisa passar por, pelo menos, 3 estágios: absorção, incubação e ressignificação. só assim ele pode ser potencializado. e como toda experiência é um aprendizado, a mesma regra vale… é preciso absorver, incubar e ressignificar.

mas a maioria de nós não passa nem da primeira etapa, imagina chegar na terceira. vamos atropelando uma experiência atrás da outra, e pouco construindo, pouco enraizando.

e então seguimos assim, sem perceber que as memórias mais importantes não são as que você vai ver daqui alguns anos, são as que ainda vai conseguir sentir, imaginar e mentalizar.

e onde está a raiz disso tudo? no vazio.

viver nessa corrida, nessa necessidade de acúmulo é resultado de um vazio. vazio que nasce de não estarmos, na verdade, habitando o agora. de nos sentirmos perdidos no nosso próprio caminho.

falta arte e falta amor, falta respiro e contemplação, falta muita clareza e tudo isso transforma o agora em vazio. e é esse vazio que nos leva a busca constante pelo encantamento. um encantamento que nunca chega, porque nem sabemos o que ele representa.

do vazio à pressa. da pressa à ignorância. da ignorância ao desamor. e aí o perigo, porque se não tem amor não tem caminho.

quando há amor tudo que importa é o agora e nada mais. o amor nos faz mergulhar por inteiro, nos faz esquecer a segurança e querer apenas a intensidade. e quando não temos isso temos fuga.

a fuga que sempre aponta uma falta, a qual tentamos curar com o excesso. e aí voltamos para o círculo vicioso do acúmulo. da pressa em viver e consumir… bens, momentos e pessoas, qualquer coisa que não dê tempo e espaço para a falta dar as caras.

só que toda vez que você dá vez à pressa, que se coloca no automático, você está cedendo ao mundo, desconectando-se e perdendo o controle.

quanto mais você acumula, mais você se perde, mais se afasta de si mesmo e da sua arte. e assim entra numa corrida que não leva a lugar algum. aquela em que, no fim, quem tem mais é quem no fundo viveu menos.

esse feriado eu senti que tinha me salvado dessa síndrome.

fomos para um retiro de alimentação na amazônia e logo na primeira manhã a pressa tentou nos pegar…

havia uma programação, um passeio fechado para cada grupo. o café da manhã atrasou e, enquanto eu tomava meu shake, começou um auê! correria, os guias chamando, as pessoas se questionando quem ia aonde… muita movimentação para o meu gosto logo no começo do dia.

veio aquela sensação de sufocamento. ‘eita, não é isso que eu quero’. eu estava lá para relaxar, curtir a beleza do lugar e meu silêncio, nada mais. não queria nenhum resquício de qualquer coisa que me distanciasse da minha paz e calmaria. de qualquer coisa que começasse a me impor os roteiros e os “tem que”.

pronto, decidi não ir no passeio e passei a manhã na rede, ouvindo e apreciando a floresta. lendo e refletindo.

não podia ter feito melhor escolha. me senti livre e conectada, comigo mesma e com a minha arte.

para mim, ali, isso era o que mais importava, mais do que colocar qualquer passeio para a conta.

“ah, mas você viajou até a amazônia para fica deitada na rede?”.

sim, pode-se dizer que sim. primeiro porque às vezes são tantas coisas acontecendo que só indo para longe mesmo para nos desconectarmos do mundo e das obrigações. e segundo porque às vezes nada é comparável ao quanto novos ares e novas belezas nos renovam, inspiram e alimentam nossa criatividade.

se estar lá me faz parar e me auto observar de forma diferente já está valendo. acontece que as pessoas valorizam muito pouco isso… se dispõem a fazer muito pelo mundo exterior e raramente lembram que precisam alimentar e cultivar seu interior.

esquecem que cultivar a calma no meio do furacão é uma virtude. e um dos segredos para você se manter conectado consigo mesmo e no caminho da sua arte.

e é isso que eu te convido a fazer assim que terminar de ler esse texto.

primeiro, parar um pouco e se observar. entender o quanto está deixando a pressa tomar conta de você. da sua sabedoria e da sua entrega à vida, à arte e ao amor. do quanto poder estar deixando de aprender e estar vivendo para cumprir tabela, porque o mundo diz que você tem que fazer isso ou aquilo.

fiquei muito feliz comigo mesma quando, no retiro, senti aquela aversão à correria e a necessidade de ficar em calma comigo. feliz em conseguir enxergar que às vezes o que parece ser abdicar de uma experiência se mostra como um caminho para a verdadeira experiência.

a verdadeira experiência que é um jogo interno e nada depende dos acúmulos e registros.

“alice: quanto tempo dura o eterno?
coelho: as vezes apenas um segundo.”
lewis carroll

 

  • Claudia Modrach

    Amei, Marina!
    Vc falou tudo!!!
    Estou adorando seu blog!!!
    Obg pela luz de suas sinceras e profundas palavras.
    E bora pra action.
    🙏🏻😄🙌🏻😘

    • Marina Teixeira

      Que bom que tá gostando e que o texto fez sortido pra você, Claudia!
      E obrigada por deixar suas palavras aqui 🙂

  • José Roberto Siqueira

    Excelente! Identifiquei-me com seu texto! Parabéns. Bora colocar em prática.

    • Marina Teixeira

      Bora! 👊🏼😄

  • lodiluz

    Eita Marina! Que texto maravilhoso e inspirador! Essa coisa de procurar melhorar/fazer acontecer às vezes nos faz ir em direção a esse vazio que você citou. Tanto por fazer e por ser vivido que nos atropelamos na essência e vamos indo buscando e buscando e no fim: o que era mesmo que tava procurando? O negócio é saber achar essa linha tenue da eternidade mesmo que seja um segundo. Adorei a reflexão!

    • Marina Teixeira

      Bem isso, @lodiluz:disqus!
      A necessidade de buscar algo às vezes nos faz chegar no fim e perguntar: o que era mesmo que eu estava buscando?
      O suspiro nos conta muito sobre essa linha entra a eternidade e um segundo <3.

  • Ivanline Albuquerque

    Marininha esse post não poderia vir em um momento melhor.
    Hoje meu dia começou meio que atropelando tudo… ai resolvi parar e me sintonizar com as coisas.. coloquei uma Música de barulho de ondas e tentei me desligar de tudo para acalmar a mente… quando me deparo com seu email avisando sobre esse Post que se encaixou perfeitamente!
    Ultimamente tenho pensado muito como as cobranças externas nos fazem crer que somos obrigados a fazer milhares de coisas que não nos agrega e que nos provocam o sentimento que estamos passando pela vida e não presente em todos os momentos.
    Como a pressa nos conforma dizendo que não vamos ter tempo para fazer tudo o que queremos .. ou como a falsa prioridade vai empurrando o que de fato nos importa para colocar no lugar compromissos alheios.

    Estou muito grata pelo Post e pela incrível reflexão, espero lembrar sempre disso e me fazer presente em minha vida.

    • Marina Teixeira

      Que delícia saber que o posr veio em boa hora @i@ivanlinealbuquerque:disqus!!
      Que os próximos sejam assim também!

  • Giancarlo Fernandes

    Wow! Que texto fantástico Marina! Muito bom começar a semana lendo um texto desse nível de profundidade e reflexão!Realmente não somos máquinas e sim seres humanos. Como tais, necessitamos se reconectar com frequência com o nosso interior e nossa essência. Caso contrário, estaremos perdidos no meio dessa “selva” na qual a pressa parece ser constante e a necessidade de acumulação (seja de bens ou seja de experiências) parece não ter fim. O mundo moderno e a internet nos trouxeram excelentes ferramentas de conexão com as pessoas, acesso a boas informações e com baixo custo, ganho de produtividade e etc…Mas também trouxeram muitas armadilhas. Uma delas é essa pressa e essa competição por quem acumula mais experiências (o que leva à “superficialização” das experiências). Além do já conhecido excesso de informações irrelevantes e ruídos que consumimos diariamente caso não tenhamos cuidado. Como alguém (que não lembro o nome) disse algum dia: “A diferença entre o remédio e o veneno é a dose”. O segredo está justamente na sabedoria de decidir a intensidade de cada coisa.

    • Marina Teixeira

      Frase perfeita, @giancarlofs:disqus!
      Tudo tem dois lados né… a selva, a cidade, o rústico, a tecnologia. Basta sabermos viver e aproveitar tudo! O problema é que às vezes esquecemos o que queremos viver de cada momento e deixamos o mundo externo ditar isso. Aí não tem jeito, a superficialidade vem!

  • Edlen Lindoso

    Amei o texto Marininha! Moro em Manaus e sempre que posso faço questão de ir para o sítio me conectar com a natureza, e é incrível como ela é o “walk the talk” no que diz respeito a estar presente no presente, é um puta aprendizado! Adorei o modo como você escreve tão simples, nada rebuscado e cheio de significado. Não poderia ter tomado decisão melhor ao assinar suas pílulas!

    • Marina Teixeira

      Que gostoso saber disso, @edlenlindoso:disqus!!
      Adorei 🙂
      E que privilégio, aproveito e explore muito dessa floresta!

  • MCecilia de Souza

    Marina… que expressão incrível. Tenho pensado sobre esta pressa que veja acontecendo na vida. Bom ler a sua colocação sem pressa sobre a pressa e a necessidade de entregar-se ao momento, à experiência, ao sentir, ao respirar… ao deitar-se na rede…
    Gratidão por expressar tão bem esta necessidade. Minhas melhores vivências aconteceram assim… no deixar-se envolver pelo que está acontecendo… relaxar o corpo para ver um filme… ouvir uma música, dialogar simplesmente em uma conversa observando o outro e sem
    antecipar o que dizer…
    Aguardo sem pressa a nova postagem….

    • Marina Teixeira

      Que linda mensagem, @mceciliadesouza:disqus! A calma veio com ela.
      E mais do que deixar rolar, prefiro pensar em entrar no momento, fechar os olhos e se soltar.

  • Maravilhosa sua reflexão, Mamá!

    Ela me fez lembrar de um ótimo pensamento de Santo Agostinho:

    “As pessoas viajam para se maravilhar com a grandeza das montanhas, com as grandes ondas do oceano, com a enorme extensão dos rios, com o movimento gracioso das estrelas, e, ainda assim, elas passam por si mesmas sem se maravilhar nem um pouco.” – Santo Agostinho

    Obrigada por sempre nos presentear com reflexões tão profundas e necessárias. 😘

    • Marina Teixeira

      Que lindo, amei isso!
      Você também vive me presenteando 🙂

  • Que post maravilhoso Marininha! Vc é fofa demais! Vou compartilhar 🙂

    • Marina Teixeira

      Obrigada, @jessicacoelho92:disqus 🙂

  • Ual, Ual, Marina. Este post é uma arte. Parabéns. Me lembrei de um trecho de uma poesia, que escrevi na adolescência: “Em nada ter tudo, em tudo ter nada…” Muito obrigado, bom dia.

    • Marina Teixeira

      Perfeito esse trecho, Toni. Adorei, diz tudo!

  • Juliana Guimarães

    Exatamente isso Marininha, fazer este exercício de sentir os lugares, experimentar sentimentos em novas condições longe da pressão do dia a dia também é uma forma de auto conhecimento. Ótima reflexão!

    • Marina Teixeira

      This! 🙂

  • Patricia Rissi

    Lindo post! É realmente engraçado o quanto “preciso registrar esse momento e postar em alguma rede social” virou parte do nosso dia a dia. Ontem, no dia dos namorados, fui com meu namorado ver o por do sol pela primeira vez em um lugar que queria muito mostrar para ele na cidade dos meus pais, e foi exatamente isso. Quando chegamos lá logo pensei “temos que tirar logo uma foto pq no inverno o sol some muito rápido (e já fui tirando o celular do bolso)”, mas não, eu e meu namorado nos olhamos e falamos “sem fotos dessa vez, vamos aproveitar o momento e na hora de ir embora tiramos uma”. E foi o que fizemos, no frio de 12 graus, estávamos lá abraçados aproveitando o momento, e ao ir embora, uma simples e única foto de recordação para o nosso primeiro dia dos namorados. A sensação depois de tudo isso é realmente impagável, espero cada dia mais conseguir aproveitar o presente e me cuidar para evitar esses “atropelamentos da vida”!

    • Marina Teixeira

      Que lindo, Patrícia.
      Fui lendo e me senti lá, vendo esse pôr do sol.
      Obrigada por compartilhar essa cena. 🙂

  • Fabiana Grala Centeno

    Que texto!…daqueles que vão me acalmando a medida que vou lendo. Gratidão por dividir suas ideias. Melhores dicas de viajem que já vi. Melhor texto seu que li até agora. Arte transbordando. Abração.

    • Marina Teixeira

      Wow! Que bom que assim fluiu e obrigada pelo feedback, Fabiana!

  • Manoela Telles Cury

    Marina! Nem acredito que você escreveu esse post. De uma maneira muito menos clara, senti isso que você descreveu na viagem que acabei de fazer pela Califórnia. Em um dado momento, estávamos de carro passeando pela cidade, e em vez de eu observar a cidade, as pessoas, o clima, eu estava preocupada em conectar o Wi-Fi para postar uma foto. Dai me veio esse pensamento “numa viagem tão curta, o que é mais importante? Uma foto ou a experiência que a foto deveria representar?!” Então, larguei o celular, abri a janela do carro para sentir o cheiro da cidade.
    Obrigada pelo texto! Vou tentar manter isso na consciência para viver mais e “ticar” menos!

    • Marina Teixeira

      Boa, Manu!!
      Mais suspiros e menos cliques 😉

  • Bruno Schuarts

    Sublime!
    Sozinhos ou acompanhados… Dos mais especiais passeios às mais corriqueiras conversas do dia-a-dia… é disso que precisamos: Presença plena e verdadeira!
    Enxergar ao invés de ver…
    Escutar ao invés de ouvir…
    Experimentar ao invés de estar…
    Pensar… sem julgar!
    Gratidão, Marina.

    • Marina Teixeira

      “Pensar… sem julgar… e estar… sem pensar!”
      Gratidão, @BSchuarts:disqus, por suas presenças sempre cheias de valor e essência.

  • Giselle Macedo

    Lindo, senti meu coração sendo acalmado.

    • Marina Teixeira

      🙂 <3

  • Vanusa

    Nada mais puro e verdadeiro, deu pra sentir…..obrigada por compartilhar.

    • Marina Teixeira

      Sempre um prazer 🙂

  • Bianca Holanda

    Agora entendi o teu comentário sobre transmissão de pensamentos!
    Esse post transmitiu exatamente o que foi o meu final de semana com o Filipe, apenas vivendo o presente sem preocupações em “marcar um x no álbum de figurinhas da vida”.
    O tudopelaarte sempre me traduzindo e somando, trazendo reflexões muito válidas. 🙂

    Quando há amor tudo que importa é o agora e nada mais. <3

    • Marina Teixeira

      E você sempre somando sorrisos a cada aparição que faz nos meus dias 🙂

  • Wyllian Capucci

    Muito legal Marina. Lendo esse post eu me desconectei do meu mundo por alguns minutos. Textos assim valem realmente a pena serem lidos.

    Obrigado 🙂

    • Marina Teixeira

      Que bom, Wyllian, objetivo atingido 🙂

  • Laís

    Nossa me provocou uma reflexão e tanto. Algumas vezes já tinha pensando a respeito do estar presente, mas nunca com essa clareza. Percebi que devemos olhar mais para nós mesmos, ao invés de simplesmente ceder ao que os outros querem e deixar eles ditarem nosso ritmo. A partir de agora ficarei mais atenta e começarei a respeitar mais meu ritmo.

    • Marina Teixeira

      Bom saber que tocou aí, @disqus_UX5R9qyCdJ:disqus! Porque se tocou é arte!
      E a reflexão vem disso 🙂

  • Adriana Pestana Greenhalgh

    Nossa! Que lindo isso Marina… que experiência maravilhosa…Sabe me sinto assim quando viajo mas preciso exercitar isso não somente em viagens mas no dia-a-dia mesmo.Essa conexão conosco faz tanta falta né? Adoro ter experiências onde consigo guardar o cheiro do lugar e lembrar muito tempo depois… lembrar que realmente estive lá e que fez todo sentido para mim, que valeu a pena cada segundo…acho que tenho um pouco do Gabriel rsssss, gosto de me sentir inteira em tudo que faço principalmente na minha Arte…isso me dá uma qualidade de vida incrível… bom parabéns pelo lindo e sensível texto, de verdade !Parabéns e gratidão pelas lindas palavras!

    • Marina Teixeira

      Com certeza, Adriana! Na verdade, principalmente no dia a dia 😉

  • Joyce Mingorance Cavallini

    Esse até agora foi o texto do blog que mais gostei de ler. Muito grata!

    • Marina Teixeira

      Alegria em ler isso!

  • Vanessa Bueno

    Simplesmente adorei! Eu também já fiz esta experiência de apenas contemplar e não fazer o que os outros todos estão fazendo. E é muito bom, estar em paz. Aliás, hoje em dia, nem mesmo num show musical as pessoas conseguem apreciar o músico, o som, pois parecem mais preocupadas em registrar o momento e o artista. É preciso conexão com o que se estar a fazer ou contemplar. Um grande abraço!

  • Joel Lisandro

    Bela reflexão Marina. Me fez enxergar o quanto venho me deixando levar pela pressa, de uma forma exagerada e buscando querer acumular experiências, mas não vivendo de forma tão intensa. Preciso me reorganizar. Obrigado mais uma vez pelas palavras.

  • Heloise Amorim

    AMEI! EU sinto que preciso colocar mais em prática o “estar presente“. Beijos Marina, que Deus continue te iluminando pra vc escrever essas coisas bonitas =)

  • Lucilene Maidana

    Perfeita a reflexão, Marina.
    Há um tempo atrás, vivi uma experiência que tem tudo a ver com o texto… as pessoas não valorizam o momento. Preferem divulgar o que estão fazendo do que viver o que a vida lhes proporciona.
    São as mesmas pessoas que vão a um show e filmam tudo, ao invés de olhar com os próprios olhos a performance do ídolo que admira.
    É o que está acontecendo com nossa sociedade. Mais importante do que viver é mostrar a todos o que está vivendo. E com isso, as pessoas perdem momentos valiosos, que provavelmente não voltarão mais…

  • Atalita Scorsim

    Top demais essa reflexão!

  • M. Castro

    Você é mesmo incrivel! Que felicidade ler seus pensamentos.. Me fez perceber algumas coisas em mim! Agradecida de coração, luz nos caminhos :*