7 passos para tomar melhores decisões


quanto você sofre toda vez que tem tomar uma decisão importante? e quantas pessoas você envolve até bater o martelo em algo?

acho que esse é um dos maiores desafios comum a toda e qualquer pessoa: tomar decisões certeiras.

a gente se atormenta com isso o tempo todo… desde as decisões pequenas do dia a dia, que se tornam dilemas e dramatizam a vida, até as mais sérias, as que realmente podem mudar o rumo de muitas coisas.

e a realidade é que esse tende a ser um desafio cada vez maior, pois o mundo traz cada vez mais possibilidades e oportunidades, vivemos numa crescente overdose de escolhas.

acho perigoso, mas sinto isso às vezes… o pensamento não é “não sei o que fazer” e sim “não sei o que escolher”.

e a gente vai se acomodando na desculpa de que os caminhos são muitos. aí, apesar de sermos 100% capazes de tomar nossas decisões de forma certeira, deixamos de praticar. vamos desaprendendo.

há um tempo criei consciência pra isso e comecei, primeiro a investigar, depois a praticar…

embora quando criança eu tenha sido uma menina muito decidida, cheia de opinião e que nunca ficava em cima do muro, fui crescendo e fui me rendendo… aos medos do mundo, à comodidade de sempre ter alguém validando meus passos, à liberdade de poder adiar algumas decisões por ter tão poucas responsabilidades.

mas uma hora a conta chega né… a gente vai se destreinando até o momento em que sente que não tem mais o domínio sobre as próprias escolhas, única e exclusivamente porque abrimos mão disso!

quando comecei a sentir isso decidi investigar como eu poderia aprimorar essa atitude. não só voltar a ser uma pessoa decidida, mas principalmente entender como eu poderia me trabalhar para tomar cada vez melhores decisões. mais acertadas, coerentes com minhas vontades e objetivos.

e aí resolvi compartilhar nesse post o que para mim vem dando resultado. algumas coisas básicas e intuitivas, outras nem tanto… mas o que importante é que no todo, juntas, vem dando resultado.
1 – abandonei a prancheta e parei de pedir a opinião dos outros para tudo.

é cômodo (e consequentemente gostoso) ter o tempo todo alguém validando seus passos, né?

eu tive uma fase em que não escolhia meu prato num restaurante sem antes ouvir do garçom quais eram os mais pedidos. quando decidia comer sobremesa então, era um parto…

aqui não porque eu não tinha condições de decidir, mas simplesmente porque parecia mais seguro escolher assim. e acredito também que por uma pitada constante de ansiedade, de querer e aceitar tudo por não reconhecer minha própria vontade.

eu estava adquirindo um péssimo hábito, negativo e insustentável: o de criar enquetes para cada decisão que tinha que tomar.

não faça isso! seja para escolher do que você vai comer, ou decidir se mantém ou não uma parceria de trabalho… não saia de casa com a prancheta embaixo do braço.

não é seu passado e nem as opiniões externas que você acata que moldam seu destino. são sim as escolhas que você faz a cada momento. não falo isso para fazer pressão, apenas para que você fique mais consciente do quanto coloca em jogo quando deixa na mão dos outros as suas decisões.

traga mais pra você suas decisões e responsabilidades, a sensação é muito boa. e o resultado sempre positivo… mais coerência, mais identificação e mais segurança.

“quanto mais você ama suas decisões, menos você precisa que os outros a amem” – marie forleo

deixe o outro quietinho com a opinião dele e agarre suas decisões. escute-se mais, permita-se e respeite-se. como? próximo passo…
2 – medito, todo dia.

é impressionante como a meditação se encaixa em tudo. se existisse uma pílula mágica para todos nossos problemas eu apostaria nela!

e por que? porque quando você medita você se escuta, e assim dá vez a sua voz interior, à sua intuição, como preferir chamar.

quando você se permite ficar em silêncio, se sentir e entender seus pensamentos, fica muito mais fácil escolher o caminho a seguir.

essa é a melhor forma de tirar da sua mente toda a fumaça e barulho existentes, para aí sim poder se ler melhor, analisar melhor e, a partir disso, decidir melhor.

voltando ao exemplo do restaurante… se antes de escolher o que vou comer eu paro, respiro e repenso o que eu gosto de comer, que experiência quero ter naquele momento e quais sabores mais vão me agradar, fica bem mais fácil ler o cardápio e completamente irrelevante o que sai mais ou menos.

o gabriel costuma dizer que um dos maiores benefícios da meditação é que ela te dá aqueles dois segundos a mais antes de tomar uma decisão. isso significa estar mais consciente e no controle de si.

quando você adquire esse hábito fica bem mais natural administrar a ansiedade que acompanha tudo que é novo ou desafiador, assim como a pressão que vem de fora, da cultura do imediatismo, de que tudo deve ser bate-pronto na vida.

enfim… parar, respirar, se reconectar e analisar.

analisar de fora e tomar uma decisão certeira.
*certeira = coerente, não impulsiva e nem passional.
3 – passei a investigar meus maiores medos e desafios

toda noite eu escrevo minhas prioridades do dia seguinte, e isso me conta muito sobre mim mesma.

quando estou ciente das minhas metas e prioridades fica mais descobrir quais são meus maiores desafios e de onde vem meus maiores medos.

se você é um artista, pode se acostumar, o medo vai ser seu companheiro de vida… por isso, não se apegue tanto a tentar exterminá-los, mas tente entender de onde eles vem, assim eles não conseguem mais te parar.

raras são as vezes que você vai se sentir 100% pronto e seguro para enfrentar um desafio ou tomar uma decisão importante. o momento perfeito não existe, então não se apegue….

e eu descobri que fazendo esse acompanhamento diário da minhas metas e objetivos eu conseguia prever meus medos e entender melhor de onde eles vinham…

se estou ciente dos meus receios e pontos fracos, de tudo que me atormenta e me faz vacilar, estou também muito mais preparada para enfrentar tudo isso. assim, quando eles dão as caras eu já estou armada!

comece assim, criando consciência para quais tem sido suas metas e prioridades. e siga na investigação… o trabalho é diário, mas também libertador.
4 – parei de criar plano b para tudo

muitas pessoas defendem o plano b como uma estratégia para manter o controle emocional e lidar melhor com imprevistos. eu mesma já trabalhei isso num processo de coaching.

entendo e pode até ser que para você funcione tanto nesse quesito que valha a pena seguir com ele. no entanto, comigo não funciona assim.

sempre que há um plano b há uma zona de conforto, ou pelo menos a sensação de conforto, e isso implica em você não ousar e não dar o seu melhor (mesmo que inconscientemente).

você pode até achar que não, mas é inevitável. assim como não é a mesma coisa correr querendo chegar primeiro e correr porque tem um rottweiler atrás de vocês, não é a mesma coisa fazer algo sabendo que se alguma coisa der errado você pode voltar atrás e seguir o plano b.

hermán cortés, em 1519 desembarcou em veracruz para começar sua conquista. assim que chegou ele ordenou a seus homens que queimassem todos os navios. o primeiro que riu foi ameaçado.

que capitão teria uma ideia maluca dessas? que deixasse pelo menos um ou dois navios então para salvar os sobreviventes, né?!

não. cortés estava numa missão e ele sabia que o único jeito de se manter e manter seus homens até o final era tirando de cena qualquer possibilidade de recuo.

se você quer fazer o sucesso ser sua única opção, essa é uma ótima estratégia.

muitas vezes é assim que é, para irmos com tudo numa decisão precisamos queimar navios. acabar com as rotas alternativas.

eu prefiro agir assim… apostar 100% na minha decisão, entrar de cabeça e viver intensamente.

se der errado? tudo bem, não serei pega de surpresa, e aí vem o próximo ponto…
5- qual o pior que pode acontecer?

não, não estou sugerindo que você passe a ter uma visão negativa das coisas… desenhar o pior cenário no qual pode desembocar uma decisão é uma forma de analisar riscos e oportunidades, apenas isso.

às vezes você está morrendo de medo de tomar uma decisão até descobrir o cenário se tudo der errado. quando você percebe que o bicho pode não ser assim tão cabeludo, você ganha confiança e tranquilidade.

meu foco hoje não é mais estar 100% segura de uma decisão, mas estar tranquila com todas elas.

estar tranquila para mim significa que eu já analisei os riscos e as oportunidades, e estou disposta a pagar pra ver, porque dando certo eu chego onde quero.

e aí, eu vou com tudo, sem pensar no que pode dar errado, mas totalmente preparada para lidar com a situação caso assim seja.

faz sentido pra você?
6 – detox diário de decisões

isso é uma maravilha e faz toda a diferença!

a cada decisão que você toma ao longo do dia é um pouquinho do seu poder de decisão que vai embora. e quanto mais decisões toma, por menores que sejam, mais esgotado está no final do dia.

eu comecei a buscar padrões do que fazia meu dia ser menos desgastante e mais produtivo… de como eu me preparava para perder o mínimo de tempo e de energia com as decisões que tinha que tomar… e de como eu podia simplesmente me livrar de algumas decisões pequenas.

por exemplo, todo dia eu aproveito a manhã para estudar e só apareço para o mundo perto da hora do almoço. assim eu uso minha mente da melhor forma, exploro seu poder de aprendizado e criatividade antes dela começar a ser consumida pelas decisões do dia a dia.

é um detox matinal de decisões. que acha?

por isso também, depois de algumas tentativas mal sucedidas, hoje eu não saio mais com o gabriel depois de dias muito intensos de trabalho, para qualquer um dos dois. a mesma regra que serve para os negócios serve para o amor 😉
7 – análise do processo

isso é o que, no fundo, faz valer todo o resto, mas é também o que a maioria das pessoas acaba deixando passar…

de que adianta fazer as coisas se você não está analisando os processos e medindo seus resultados?

é só pensar em como faz um atleta… em todo treino ele mede sua performance, e aí com a prática vai aprimorando não só sua técnica e condicionamento, mas também passa a identificar todos os passos da sua preparação que influenciam o desempenho no treino.

com tudo na vida tínhamos que ter essa postura… se não estamos medindo nossos resultados a analisando nossas ações temos zero controle sobre o que estamos fazendo. e isso significa não ter avanços.

portanto, se você quer evoluir na arte de tomar decisões, tem que começar a analisar tudo que leva em conta para tomar uma decisão. dando certo ou não, quais foram os fatores influenciadores? qual foi a lógica de análise? quais os pontos cegos?

tudo tem que ser analisado e re-analisado.

e por fim…

viva! escolha o que te faz sorrir no momento, o que te faz sentir tranquilo e te permite continuar sonhando.

e se o medo aparecer, abraça ele e vai com medo mesmo, porque se você é um criador, alguém que compartilha suas ideias e sua arte com o mundo, o medo sempre vai estar aí. então só nos resta fazer bom uso dele 🙂

deixar vir a intuição pois sempre vão existir muitos caminhos. e aí é importante lembrar de uma coisa:

“a vida é 10% o que acontece com a gente e 90% como reagimos a isso” – charles r. swindoll

as suas decisões dizem muito sobre como vai ser a sua vida… se você não se coloca em movimento para tomar suas próprias decisões da melhor forma possível, quando perceber vai estar sendo carregado pela maré.

por isso queria que desse texto você tirasse pelo menos duas coisas:

pare um pouco para refletir sobre quais navios você poderia queimar já e que vão te libertar para tomar melhores decisões. se desprender do plano b e ir de cabeça no que você aposta ser a melhor caminho a seguir.

e segundo, qual vai ser o seu detox diário de decisões? o que você pode adaptar no seu dia a dia que vai te desgastar menos e te deixar melhor preparado para os momentos em que escolher tomar decisões?
se quiser compartilhar aqui embaixo nos comentários vai ser um prazer ler e responder 🙂

 

  • Rafael Noronha

    Muito boa a reflexão, Marina. Parabéns! Sou da turma 1.4 do MU e considero você uma versão meiga do Goffi, porém que acaba me influenciando até mais, devido à sutileza com que você coloca suas opiniões, confirmando o que aprendi com o Goffi e com a vida em geral. Vejo você como uma versão feminina e menos agressiva do Goffi e isso me traz um equilíbrio bacana. Que DEUS abençoe seu trabalho e sua família! Abraço!

    • Marina Teixeira

      Que bacana receber essa mensagem, Rafael!
      Fico feliz de saber que contribuo para confirmar aprendizados e trazer mais equilíbrio para conceitos que, independente da forma como são expostos, são aplicados. É isso que importa!
      Tudo de bom para você também 🙂

  • Adriana Pestana Greenhalgh

    Que bacana Marina… quando as coisas são colocadas desta forma elas realmente fazem sentido…fiquei muito tempo escrava do apoio de outros sobre minha arte e por isso não fazia exatamente o que queria, agora que resolvi assumir tudo sozinha ficou muito mais fácil e produtivo… Concordo com o Rafael que vc é a versão feminina do Goffi… muito bom poder ouvir os dois lados e decidir como seguir isso…um abraço!

    • Marina Teixeira

      Repito aqui então o que disse ao Rafael, Adriana.
      Bom demais poder contribuir na consolidação de conceitos que vão te dar a liberdade de agir como bem entender 🙂
      E é isso aí, trazer para si as decisões e ir aprendendo com isso!

  • Pâmella Paes

    Exatamente isso, Marina. Ando cada vez mais adaptando minha rotina a uma melhor tomada de decisões. Meu poder de decisão melhora cada vez que coloco essas ideias em prática. Desde adolescente me forço para tomar as decisões sem ficar esperando o outro tomar primeiro ou sair por aí com a prancheta embaixo do braço, mas percebi que atualmente estou fazendo isso e agora vou voltar a ter mais controle sobre minhas decisões. Texto muito bom!

    • Marina Teixeira

      Com certeza, Pânella, quando algo se concretiza podemos não só investigar o processo de tomada de decisão, como ganhamos mais consciência de que temos esse poder de decidir tudo que chega até nós.
      Você aposentou a prancheta antes de mim, hehe, mantenha-a assim!

  • Joyce Mingorance Cavallini

    Sempre ótimos textos! Posso dizer que hoje sendo uma pessoa mais segura, não me importo mais com feedbacks, aliás, diria que não tenho “precisado” deles como forma de aprovação sobre minhas escolhas ou desempenho, e isso tem feito toda diferença! Sobre a meditação, tenho feito diariamente, conforme a energia que preciso, e não deixa de ser uma oração purificadora!

    • Marina Teixeira

      Você já sentiu os poderes, Joyce, e isso é maravilhoso!
      O poder da meditação e o poder de ser dona do seu próprio nariz 🙂

  • Vanessa Bueno

    Olá Marina, parabéns pelo texto! sempre cheio de boas reflexões. Quanto a mim, já estou a queimar um barco e tentando readaptar a minha rotina para um melhor proveito de energia. Mas a questão de estar presente faz toda a diferença na hora de tomar decisões, principalmente para mim que sou libriana…rs. Um abraço!

    • Marina Teixeira

      Maravilha, Vanessa!
      Um pouquinho a cada dia, também levei tempo para começar a fazer muitas dessas coisas. A prancheta me atormentava, rs.

  • Vanusa

    Muito bom! Eu tenho um remédio para o medo……. Enfrentá-lo. E uma teoria, que sempre tento por em prática “quase sempre”…… deu frio na barriga vai lá e faz, o resultado ou a experiencia enriquece e ensina, vc jamais será o mesmo. É nessa hora que me descubro, me aprimoro, e vem a tona a pessoa que venho auto-lapidando, como é bom quando vc se vê com adjetivos bons é claro, é um combustível…… até.

    • Marina Teixeira

      Perfeito, Vanusa! Esse é o mindset, sempre!
      🙂

  • Rafael

    Tenho gostado muito dos seus textos e reflexões. O que tem diferenciado você de outros blogueros consiste na profundidade e “verticalidade” da sua análise. São textos maiores, com boas ideias e bem coordenados. Leva o leitor a refletir e chama para uma ação. Continue assim. Precisamos de menos quantidade de informação e mais qualidade. É o que visualizo nas suas postagens. Parabéns!

  • Daniel Ramalho

    Detox de decisões é ótimo, venho praticando isso faz dois meses praticamente. Chego no final do dia, ainda com a bateria no verde e no final da noite bem mais animado e com o sentimento de serviço feito.

  • Lincoln Nunes

    Perfeito Marina, como sempre excelente texto, esse tipo de texto faz a diferença na vida das pessoas. Forte abraço pra você e pro goffi. #borapraaction

  • Mari Luna

    Descobri seu blog através da High Stakes Week, e já tenho váriooos textos pra ler. Mas esse será, provavelmente, o mais importante de todos. Parece que vc leu a minha mente, viveu minha vida e resolveu escrever pra me ajudar. Obrigada, espero voltar em breve com melhorias 🙂