porque eu faço jejum (e 7 motivos para você testar também)

 

domingo, quase sempre, é dia de jejum pra mim.

não para compensar qualquer “jaca”, e muito menos como tentativa desesperada de emagrecer. Faço jejum por muitos outros motivos e objetivos, e é isso que vou te contar hoje.
pode ser que você tenha já torcido o nariz e achado estranho. para muitos isso é estranho, às vezes até loucura, mas para outros é curioso e interessante. confesso que torci o nariz das primeiras vezes, e pode ser que você esteja fazendo o mesmo agora, mas continue lendo esse texto que tenho certeza que você vai chegar ao final, no mínimo, curiosa.

já recebi muitas mensagens sobre o assunto, pessoas querendo saber porque e como sou adepta do jejum, e como acredito que essa prática pode ser muito benéfica para a maioria das pessoas, resolvi compartilhar aqui um pouco da minha experiência e o que estudei e aprendi sobre o assunto, nada mais.

não quero aqui te convencer de nada, apenas compartilhar algo que vem dando muito certo para mim (em questão de saúde, performance e estética), e que pode ser um bom caminho para você também. ou não.

jejuar, privar-se de alimentos, é uma prática que permite ao organismo reciclar nutrientes, organizar sua estrutura biológica e metabólica, fortalecer a imunidade, produzir hormônios em deficiência, eliminar componentes desnecessários, potencializar e desempenho físico e mental…

é, a lista é grande e pode parecer bom demais para ser verdade, mas basta olhar para nossos primitivos, para grandes mentes da história e para os animais que você vai perceber tudo isso se provando real e efetivo.

o jejum é uma função biológica, é o estado natural do corpo funcionar. nós é que mudamos o padrão e inventamos práticas contra produtivas e conta intuitivas de lidar com nossa biologia. mas vale destacar que esta abordagem é indicada para adultos saudáveis, e deve ser considerada com muita cautela e orientação médica, especialmente por diabéticos.

o jejum é especialmente fácil para quem já se alimenta de forma natural, tendo gordura e não carboidratos como a base da alimentação. não intencionalmente, foi assim que comecei…

há quase dois anos aderi à dieta low carb-high fat. me encucava demais o fato de todo dia a tarde sentir uma forte queda de energia, sono, preguiça, improdutividade. foi tentando solucionar isso que eu o gabriel chegamos a um novo contexto de alimentação, quase que exatamente o oposto ao que fazíamos até então (comer de 3 em 3 horas, pesar comida, restringir ao máximo as gorduras e comer muito, sobretudo proteína.).

a parte de poder comer bem pouco carboidrato e muito mais gordura (boa) do que eu estava acostumada fez meus olhos brilharem desde o começo. eu tinha um certo trauma de que nada com gordura podia.

quando pequena eu vivia de dieta por conta do ballet e lá em casa tudo era comprado duplicado. a geladeira era praticamente meio a meio, meu irmão comia os ingredientes integrais e eu, os light e desnatados.

foi assim até pouco tempo atrás, um fiozinho de azeite na salada e eu pedindo nos restaurantes para me prepararem tudo sem azeite, manteiga…

felizmente, eu descobri esse novo jeito de me nutrir e hoje como as coisas inteiras, o mais natural possível, e se tem uma coisa que faz (muito) parte da minha alimentação são gorduras boas: manteiga, coco, abacate, óleo (e de vez em quando um queijo bem gordo, tipo parmesão).

adaptada a nova “dieta”, que eu mais considero um estilo de vida, dei o próximo passo, testar o jejum. o gabriel saiu uma semana na frente, e logo em seguida eu fui, alinhando os testes a estudos.

o primeiro livro que li sobre o assunto foi o eat stop eat, de brad pilon. recomendo a leitura como uma das principais fontes de estudos e evidências que confirmam a eficiência e naturalidade do jejum como uma função biológica, mas também como uma oportunidade de talvez se libertar de muitos (falsos) paradigmas que talvez hoje você tenha como verdade.

eu pratico hoje dois protocolos diferentes: diariamente, faço jejum intermitente, e sempre que possível faço, uma vez por semana, um jejum mais longo de 24 a 36 horas.

quero deixar aqui quais são os meus motivos para, depois de quase dois anos, continuar praticando jejuns e gostando cada vez mais disso. quem sabe não faz sentido para você e decide fazer um teste também…

 

1 – queima mais gordura

a glicose e a gordura são as principais fontes de energia do corpo. quando a glicose não está disponível o corpo se adapta e passa a usar a gordura como fonte de energia, sem quaisquer prejuízo à saúde. é natural.

o corpo armazena glicose sob a forma de glicogênio e quando estas reservas se esgotam o fígado começa a queimar gordura para produzir energia. ou seja, o armazenamento de curto prazo é feito sob a forma de glicose e o de longo prazo, sob a forma de gordura.

assim sendo, diferentemente de uma dieta de baixa ingestão de calorias, o que o jejum proporciona é que o corpo mude seu padrão de funcionamento e comece a queimar gordura, usando suas reservas como fonte de energia.

durante o jejum, a produção de insulina diminui e a sensibilidade à insulina aumenta, e de forma bem simplificada, quanto mais sensível à insulina for o nosso corpo, mais eficiente será a queima de gordura.

a insulina é naturalmente reduzida com low carb, mas nunca fica tão baixa quanto em jejum. Por isso, quando falamos em jejum intermitente estamos falando em otimizar o funcionamento padrão do corpo: a sensibilidade à insulina que está alta após 6-8h de jejum (durante o período de sono) é potencializada pela prática do jejum intermitente, estendendo o período de não ingestão de alimentos e dando continuidade ao aumento dessa sensibilidade por mais algumas horas.

assim, estando o corpo mais sensível à insulina, quando voltamos a nos alimentar (no refeeding) o alimento é metabolizado de forma mais satisfatória.

resultado: através do jejum intermitente reeducamos o corpo a utilizar o alimento da maneira mais efetiva possível, sem gerar acúmulo de gordura 👊🏼.

 

2 – regula a produção de diversos hormônios

o jejum não só reduz a ingestão de calorias como promove inúmeras adaptações hormonais altamente benéfico ao corpo.

além de diminuir a produção de insulina, ele também atua sobre o hormônio do crescimento (GH), conhecido por aumentar a disponibilidade e utilidade de gorduras como combustível, além de ajudar a preservar a massa muscular e densidade óssea. A secreção do GH diminui progressivamente com a idade e um dos estímulos mais potentes para a sua secreção é o jejum.

Aumentando a secreção de GH e a sensibilidade à insulina, a gente queima mais gordura (como citado em 1) e ganha massa magra (como vou te contar em 3).

Os níveis de adrenalina também sobem consideravelmente, o que provavelmente acontece para que tenhamos energia para ir em busca de alimentos e para enfrentar os desafios.

Só coisa boa, essa é a conclusão.

 

3 – não compromete o ganho de massa magra

inúmeros estudos comprovam que não há risco de perder massa magra com o jejum intermitente (e no eat stop eat tem diversos estudos e evidências).

todos os tipos de exercício são incentivados, e o jejum intermitente pode ser, inclusive, considerado uma ótima estratégia para ganho de massa magra, especialmente quando alinhado a pratica de exercícios de resistência.

há um equívoco comum de que comer é necessário para fornecer “energia” para o corpo funcionar, mas biologicamente isso não é verdade, é mais um padrão mental que internalizamos.

o fígado fornece energia via gliconeogênese, mas durante os períodos mais longo de jejum, os músculos são capazes de usar ácidos graxos diretamente como fonte de energia. como seus níveis de adrenalina estarão também elevados, o jejum pode ser o momento ideal para se exercitar, resultado disso também o aumento do hormônio do crescimento e o crescimento muscular.

é, pode parecer bem estranho, afinal estamos acostumados a ouvir é exatamente o oposto, né?!

achei tão estranho isso que ano passado mesmo eu tirei a prova… passei mais de um mês fazendo aulas de ballet (que acredite, são bem intensas) em jejum, e funcionou para mim: nunca senti fraqueza e percebi sim uma diferença na tonificação dos membros inferiores.

 

4 – não desacelera o metabolismo

esse é o argumento mais comum que sustenta a teoria que devemos comer de 3 em 3 horas. mas o metabolismo não desacelera com o jejum, ele pode inclusive acelerar.

é só parar para analisar e você vai perceber quão desvantajoso seria para a sobrevivência da espécie humana se isso fosse verdadeiro…

imagina se o estado de jejum fosse lentificando o metabolismo e nos deixando cada vez mais fracos. teríamos cada vez menos energia para caçar ou coletar alimentos e chegaríamos a um ciclo vicioso ao qual a espécie humana nem teria sobrevivido.

é muito diferente fazer uma dieta com ingestão de baixa caloria e não se alimentar (é importante estar presente para isso), e muito provavelmente vem daí a errônea ideia de que o jejum desacelera o metabolismo e, ainda, que pode ser uma prática perigosa.

no primeiro caso o corpo diminui sua atividade para preservar o gasto total de energia. no entanto, se nem temos alimento para usar como fonte de energia o corpo não para, ele começa a usar a gordura armazenada como fonte de energia. é justamente por isso que ela está aí, não só para enfeitar 🙂

Estudos comprovam que efeito do jejum pode ser até contrário, a aceleração do metabolismo, assim como também pode aumentar o gasto de energia de repouso.

 

5 – é bom para o cérebro

assim como a prática de exercícios físicos, o jejum também aumenta a produção de proteínas no cérebro que são chamadas de fatores neurotróficos, os quais promovem o crescimento dos neurônios e fortalecem suas sinapses.

então, além de permitir que o cérebro se nutra do seu alimento ideal, os corpos cetônicos, o jejum intermitente tem a incrível capacidade de reparar neurônios danificados e estimular a geração de novos neurônios (neurogênese).

meu momento mais criativo e no qual sinto que meu cérebro está no seu estado óptimo é, não a toa, no período da manhã, antes de fazer minha primeira refeição e quebrar o estado de jejum. Por isso eu sempre reservo as manhãs para fazer atividades mentais, e sem dúvidas sinto que performa melhor assim.

às vezes tomo café com óleo de coco e manteiga, que por ser apenas uma mistura de café com gordura não provoca pico de insulina e, portanto, não tira o corpo do estado de jejum. É um boost a mais de gordura e poder mental 🙂

sim, o fortalecimento das sinapses e toda ação hormonal que o jejum gera no corpo beneficiam também nosso desempenho mental. Mas nada melhor do que testar e provar por si mesmo esses benefícios!

 

6 – é muito mais produtivo

esse foi, se dúvida, um dos motivos que mais me atraiu no início.

cheguei num momento em que achava chato e tinha até preguiça de me alimentar, pois tinha a sensação que toda hora era hora de comer e eu não conseguia fazer mais nada. fazia uma refeição e quando entrava no flow do trabalho tinha que parar, já era hora de comer de novo. boring!

eu andava com lanchinhos na bolsa e vivia cheia de neuras, pois meus médicos na época diziam que se eu não comesse de 3 em 3 horas estaria engordado. 😱

ou seja, vivia em função da comida e isso começou a me incomodar demais pois começou a atrapalhar meu desempenho no trabalho, a interromper e frustar meus momentos de foco e máxima produtividade.

nos primeiros dias que testei o jejum intermitente já vi a liberdade batendo na minha porta. passei a ter a maior parte do dia para fazer coisas realmente produtivas, que me engajavam e traziam resultado, e aí dedicava normalmente apenas dois momentos para me alimentar, com tranquilidade e prazer. nossa, outra vida!

a verdade (bem intuitiva) é que quanto menos você come, menos tempo precisa para comer. e quanto menor a frequência com que come, menos tempo gasta preparando o que vai comer 🙂

então esse é, sem dúvidas, um dos maiores benefícios do jejum intermitente: a produtividade. assumir o controle sobre seu tempo e sua energia e usá-los da melhor forma possível, seja para estudar e trabalhar, seja para aproveitar sua intuição que fica mais aflorada, ou ainda para aproveitar sua maior sensibilidade e olhar para dentro, acalmar os pensamentos e meditar.

 

7 – faz a gente viver mais e melhor

“quanto menos se come, mais se vive”.

isso a sabedoria ancestral já nos conta há muito tempo, mas é também claramente percebido em qualquer organismo vivo. comer mais do que o necessário envelhece prematuramente.

quando o corpo está sem seu combustível usual, o glicogênio, ele passa não só a queimar gordura, mas também a reciclar componentes celulares danificados, processo chamado de autólise (lembro tanto das figurinhas ilustrando isso na escola, rs). é uma espécie de autodigestão, um processo que permite ao corpo se recuperar mais rápido e ter a capacidade de renovar os seus sistemas, como o sistema imunológico.

por isso que é comum os animais pararem de comer quando estão doentes. isso é estratégia, poupar a energia do processo de digestão e canalizá-la para encontrar recursos que os ajudem a se recuperar mais rápido. a gente também costuma perder o apetite quando fica doente, mas normalmente, em vez de ouvirmos o corpo pedindo por um jejum, escutamos as pessoas dizendo “precisa comer bastante, agora não pode faltar nutrientes”. falta de autopercepção!

o corpo é uma máquina como outra qualquer, então quanto mais combustível a gente coloca nele e o faz trabalhar, mais ele vai se depreciando.

são esses os motivos pelo quais eu pratico jejum intermitente todos os dias (18h de jejum e uma janela de 6h para me alimentar) já há quase dois anos e tento também fazer um dia de jejum mais longo por semana (24-36h), como sugere o livro que tenho como maior referência sobre o assunto, eat Stop eat.

diferentemente do que muita gente pensa, o principal objetivo de quem faz jejum não é a baixa ingestão de calorias e, portanto, o emagrecimento. o objetivo maior são as mudanças hormonais benéficas que ocorrem durante o jejum, totalmente impedidas pela ingestão constante de alimentos, e a partir disso uma saúde melhor e um estilo de vida muito mais produtivo e eficiente.

todas as adaptações benéficas que o corpo faz para o jejum não são possíveis de acontecer em uma dieta de baixa caloria, por isso, ainda que a ingestão muitas vezes acabe sendo inferior a quem se alimenta 5-6 vezes por dia, esse não é o fator central. o jejum intermitente deve estar atrelado a uma dieta natural e rica em gordura, portanto, mais calórica.

se você busca ter alta performance no seu dia a dia, sem dúvida deve fazer um teste e ver como seu corpo reage ao jejum intermitente.

para a maioria das pessoas o caminho mais fácil é deixar de tomar o café da manhã e começar a alimentação do dia pelo almoço.

sempre amei café da manhã e achei que seria difícil. gostava do ritual e da ideia de começar o dia como uma rainha, afinal sempre ouvi que essa era a principal refeição do dia, que deveria “comer como rainha e jantar como plebeia”.

como esse era meu padrão, eu acordava já com fome, barriga roncando. mas a verdade é que o nosso corpo é viciado e mal acostumado. a gente come muito mais do que precisa e o ensina a hora em que deve manifestar sintomas de fome ou não.

enfim, tirei de letra desde o primeiro dia. optei por pular o café da manhã e manter o jantar. então, normalmente, eu almoço às 12h/14h e faço minha última refeição às 18h/20h.

o jejum de 24h ou 36h eu costumo fazer aos domingos, mas não é uma regra, apenas respeito o que meu corpo pede. mas sempre aproveito para fazer quando viajo de avião. junto o foco proporcionado pelo jejum e a impossibilidade de distrações no avião para trabalhar, estudar, escrever. é sempre muito produtivo, e de brinde ainda me salvo de comer comidas bem pouco saudáveis, tanto no vôo quanto no aeroporto. fica como ideia para você também, recomendo muito! 😉

caso queria se aprofundar no assunto, o livro já está mais do que recomendado. mas aqui tem também uma entrevista interessante com o Brad Pilon, e um FAQ bem completo que achei esclarecendo dúvidas sobre jejum intermitente.

compartilhei como e porque eu virei adepta do jejum e adoraria saber de você o que achou do assunto. já testou? se animou? te vejo aqui nos comentários 🙂

 

  • Thaís Lopes

    Engraçado como as coisas na vida da gente se alinham, né? Semana passada li o Eat Stop Eat e no outro dia já comecei o jejum. É incrível como o corpo entende e se re-adapta. Minha maior angústia foi lidar com a ansiedade. ´Não comer em certo horário que eu “deveria estar comendo” foi complicadíssimo pra mim. Eu desisti no meio do dia, mas retomei logo após perceber que essa nossa rendição com comida é ridícula. Me senti mal por ter falhado.. Me senti escrava da comida. No primeiro dia fiz só de 16 horas, o que já foi muito. Nessa semana vou tentar de novo, agora com a meta das 24hrs. Agradeço por me lembrar do jejum. É bom saber que não estou sozinha nessa doideira. bjim

    • Marina Teixeira

      é comum isso no começo, thaís, ansiedade para comer. o maior desafio no começo é desviciar o corpo e aceitar que não precisamos de tanta comida. e que não ficaremos fracos assim 🙂
      feliz que você começou pelo livro certo!

  • Alice Costa

    Bem costumo fazer “jejum” vira e mexe e sem conhecer cono funciona a prática 😂😂😂 apenas pq eu não sinto vontade de comer e principalmente comida de verdade. Mas de certa forma essa publicação me preocupou pq já tive pedra na vesícula e uma das coisas que pode desencadear é passar muitas horas sem comer e a vesícula ressecar digamos assim, apesar de que há pessoas que já nascem com a pedra. Mas a verdade é que quando tinha esse problema e ficava muitas horas sem comer eu passava muito mal. Quando eu resolvi comer acabava por colocar tudo pra fora 😕 Então assuntos do tipo me preocupam e com toda sinceridade devemos ao menos conhecer de fato o nosso corpo para optar por um estilo de vida assim. Digo você saber por A + B o que seu corpo pode ou não aguentar. Quer ver passar um dia inteiro sem comer, era pedir pra parar na hospital passando mal com muita dor na região do estômago (no meu caso). Nesse caso acho que é justo também abrir um espaço para doenças desse tipo (pedra na vesícula) que muitos tem e não sabem apenas tem crise atrás de crise e não sabem o que é e pode ser tão grave quanto a diabetes tendo em vista que se não for tratada pode virar câncer. Digo isso pq é a dor vem acompanhada de uma sensação de morte e na época se eu acordasse e não comesse logo algo mesmo depois que resolvia comer eu passava muito mal o dia inteiro e espero que ninguém que tenha este problema descubra tendo uma crise devido o jejum.

    • Marina Teixeira

      com certeza conhecer e o ouvir o próprio corpo é essencial, aline!
      eu não poderia aqui falar de coisas mais técnicas como doenças e tal, mas por isso digo no texto que essa prática é recomendado para adultos saudáveis, o que seria sem qualquer complicação ou doença. e o ideal é sempre fazer os testes com orientação médica, mesmo que a priori você não tenha nada.
      eu sempre tive gastrite e a minha experiência com jejum é incrível, ainda que contra intuitiva. mas aí acredito (e diria que tenho certeza) que é uma combinação dos benefícios do jejum com o que você come (no meu caso, uma alimentação limpa, natural é rica em gordura).

  • Barbara Hannelore

    Muito legal sua abordagem Marina ficou muito mais claro agora. Ano passado pela 1ª vez fiz um acompanhamento sistemático com uma nutricionista esportiva. Foi muito bom os resultados de perda de gordura e ganho de massa magra, mas fiquei exatamente como você descreveu no artigo, simplesmente vivia por conta de preparar minha alimentação, pesar e me alimentar. Minha produtividade caiu muito, embora tenha tido muito ganho em performance corporal. Senti que aquele tipo de alimentação não era a mais adequada pra produtividade que precisava como empreendedora. Fiquei com algumas coisas que ela recomendou como spirulina de manha, o café com óleo de coco, as gorduras boas e fui pesquisar mais sobre o que seria adequado. Li o livro The 4-hour Body e me adaptei muito ao estilo proposto pelo Tim, porque ele me tirava do fato de ter que viver em função da alimentação. Achei muito mais coerente com tudo que vivo e com a realidade ancestral que trazemos. Mas não tinha praticado ainda o jejum. Para a manutenção da massa magra e perda de gordura a prática foi excelente. Essa semana vou testar o jejum e te falo como foi! Gratidão por compartilhar! Abraços

    • Marina Teixeira

      é libertador, barbara, você vai ver (e amar)! me conte depois o que achou!

      obs: seu e-mail tá guardadinho na caixa de entrada, na minha memória e no meu coração ❤️.
      logo logo te retorno à altura, viu?!

  • Marco Aurelio

    Pratico o JI (2×24/semana) há 8 meses e tem me ajudado muito. O maior benefício é o autoconhecimento que venho adquirindo com essa experiência. Já a maior dificuldade não é a fome em si, mas aguentar a pressão social, o mundo ao redor exige que façamos refeições a cada 3 horas. Como se o JI fosse coisa de alienígena… rsrs. O esforço tem valido a pena!
    Marina, obrigado pelo review, um texto simples e direto mas que tem muito conhecimento por trás. Deve ter lhe custado horas de pesquisa. Parabéns!

  • José Tebet Júnior

    Excelente texto, Marina! Eu também sou adepto do jejum, mas confesso que não tenho feito com a frequência que deveria. Iniciei está prática com o objetivo de promover a limpeza do meu organismo, permitindo o descanso dos órgãos envolvidos na digestão e a consequente liberação de toxinas (realmente o dia seguinte comprova isso!). Contudo, não tinha conhecimento todos benefícios que você se referiu. Gratidão por compartilhar conosco!
    Sou vegetariano (se não me engano, você não é). Você acha que a produtividade pode ficar comprometida com a exclusão do consumo de carne?

  • Bruna Cardoso

    Nossa! Não conhecia essa prática e confesso que estou sempre acreditei no ”devemos comer de 3 em 3 horas”. É verdadeiramente uma quebra de padrão, obrigada por me mostra esse ponto de vista. Fiquei realmente curiosa! Vou testar.

  • Eu faço jejum e adoro!

  • Akina Otsuka

    Marina, conteúdo excelente e muito completo!! Muito obrigada!! Hoje não pratico o jejum…..Faço exatamente o que você comentou: me alimento de 3 em 3 horas e realmente isso demanda muito do nosso tempo!! Adorei toda a explicação científica e as vantagens que o jejum pode trazer fisiologicamente!! Quero testar em mim mesma para sentir as mudanças!! Vou começar ainda esta semana!!

  • Mamá, estou um pouco sumida aqui dos comentários, mas não do blog. Como o assunto é jejum, preciso dizer: Obrigada!

    Foi por causa das conversas que tivemos em Maraú que eu comecei a pesquisar sobre jejum intermitente. Uns 2 meses depois conversei também com o Rodrigo Polesso. Tudo isso foi fundamental para eu iniciar e me apaixonar pela prática.

    Assim como você, comia de 3 em 3 horas e acabava pensando e preparando comida o dia inteiro. O jejum foi um divisor de águas, foi libertador! Hoje em dia aproveito qualquer oportunidade para jejuar (desde falta de tempo para cozinhar até um aeroporto sem opções saudáveis).

    Como você falou, é fácil para quem se alimenta majoritariamente de gorduras e proteínas, e não de carboidratos.

    Lá no blog, eu escrevi o Manual de Jejum Intermitente. No final, na parte pessoal do texto, eu explico o que o jejum representa pra mim. Já citava sua influência e agora acrescentei seu texto, que apesar da base científica, não perdeu o tom artístico. 🙂

    Detalhe: meu ganho de massa magra melhorou depois do jejum, mesmo com uma rotina de treinos um pouco menos intensa hoje em dia. Sem falar do foco que conseguimos ter no trabalho, que por si só compensaria a prática.

    Fiquei muito feliz de você escrever sobre esse tema. Apesar de estar em alta, ainda é tabu.

    Boa parte das minhas leitoras pensa no jejum como uma estratégia para emagrecer, e ponto. Eu vejo o jejum como uma maneira de reavaliar justamente o que comemos, a quantidade que comemos e por que comemos.

    Jejum faz a gente diferenciar fome de vontade de comer, faz a gente se desconectar do externo para se conectar com o nosso interior. Faz a gente desenvolver disciplina, resiliência, autocontrole, e isso transborda para outras áreas da vida.

    Obrigada mais uma vez por me apresentar a essa possibilidade, há quase 1 ano. 🙂

    Beijo grande!

  • Ramona Brito

    Eu sempre ouvi falar do jejum, pois sou cristã e uma das práticas que Jesus ensinou era o jejum. Porém, acredito que por causa da sociedade, a igreja não fala muito sobre isso e conheço poucos que praticam. Gostaria de praticar, não só pela religião, mas também pela performance. Entrei nesse mundo do empreendedorismo agora, pois meu marido sempre quis empreender e estudou sobre o assunto. Mas nunca testamos o jejum para aumento da produtividade, e nossa alimentação não é muito saudável. Já pesquisei um pouco sobre o assunto, mas ainda não consegui começar. Também não sabia por onde, mas agora entendi melhor sobre o jejum intermitente e acho que vou começar amanhã.

  • Camila Costa

    Marina, uma duvida sobre a dieta LCHF, como fica o colesterol?

  • Ana Paula

    Oi, Marina!
    Que texto bacana e esclarecedor! Eu nunca havia ouvido falar (não dessa maneira tao bem explicada) da importância do jejum. Eu sempre gostei de ficar umas 12h sem comer, pelo menos 1 vez por semana. Sentia que meu organismo desintoxicava, eu ficava mais ativa e sentia até desinchar. Mas sempre fui muito desencorajada por médicos e nutricionistas, que acreditam precisamos fazer varias refeições por dia. Coisa que para mim é muito complexo, pela quantidade de atividades no meu dia e pelo meu prazer em comer com qualidade e tranquilidade.
    Adorei conhecer essa pratica, ja quero ler tudo a respeito!
    Obrigada!

  • Vanusa

    Ola!
    Medicina anti-aging, trate seu envelhecimento como um processo de auto-conhecimento e saúde modulável, seu corpo te dará a resposta sobe suas escolhas, o seu amanhã tem que ser promovido hoje, isso é prevenção, se atente ao fato que a maioria das doenças, diabetes, hipertensão, câncer, alzheimer, parkinson, etc, poderão surgir por descomprometimento com alimentação, falta de exercícios físicos e carência de vitaminas essênciais. Invista na sua saúde, não na sua doença. Ops!, sou farmacêutica, adoro falar sobre o assunto! Beijo. Saúde e paz!

  • Rayne Meminger

    Oie Marina! Belo texto! Você poderia elaborar um próximo texto detalhando a sua alimentação, como você faz, como você armazena e prepara pra comer no dia a dia etc… No aguardo. Beijos e muito sucesso sempre. õ

  • Andre Paz

    Grato Marina, excelente texto- objetivo e muito esclarecedor. Prático jejuns intermitentes e jejuns mais prolongados quando passo um pouco da conta em algumas refeições ou quando o meu corpo pede. Sinto que é uma prática de auto-regulação incrível. Concordo com a citação que você fez em relação a sabedoria antiga: “quanto menos se come mais se vive”. Concordo contigo tb que o principal resultado esta relacionado com a Clareza Mental e a fortalecimento da Intuição. Não conhecia o livro e esse é um assunto que merece ser aprofundado. Gratidão. Abraço fraterno

  • Fernanda Marcello de Oliveira

    Fiquei muito feliz com esse seu post, pois agora posso usá-lo como referência quando precisar argumentar p/ as pessoas o por que de fazer jejum e porque é seguro sim!
    Muito grata, Marina! 🙂

    • Marina Teixeira

      haha, isso foi o que mais escutei de feedback, fernanda 🙂

  • Marina, Obrigado pelas ótimas dicas. Adorei a ideia do jejum no avião, fantástica e muito saudável!! hehehe

  • Rodrigo Marques

    Muito top Marina, dicas excelentes, vou fazer o teste pra ver no que dá 😁

  • leo

    Mama, poderia comentar o que vc costuma comer no almoço e jantar?

  • João

    Olá, faço desporto diariamente, tenho treinos ao final do dia, certamente se almoçar ás 13 horas, quando chegar ás 18:30 nao vou ser capaz de treinar bem porque tenho fome, o que me diz em relação a esta situação

  • jhenifer souza

    Adorei seu ponto de vista com relação ao Jejum sou. Vegetariana a anos, e venho adquirindo o jejum intermitente e realmente tem me trazido muita clareza mental que é isso que busca diariamente através da alimentação, exercícios físicos e enérgeticos. Assim que vi o Goffi falando sobre #BioHacking eu mal sabia oque era, mas já adaptava na minha vida a anos e eu como estudando da área de Nutrição cada vez mais me apaixono por esse assunto, e ver pessoas como vocês trazendo esse tema a tona e com discernimento é ter uma nova geração com mais expectativas e qualidade de vida. Parabéns ao trabalho de vocês

  • Mariana

    Marina, para quem nunca fez jejum, você recomenda começar com 1 dia de jejum intermitente por semana, ou com 24h de jejum por semana? Qual seria a melhor estratégia de adaptação? Obrigada!

  • buh

    Acho que o link da entrevista tá errado (pelo menos pra mim abriu um artigo sobre suplementação), o certo seria esse? http://romanfitnesssystems.com/articles/eat-stop-eat/

  • Camila Martins

    Oi, Marina!
    Vc nunca sentiu sensação fraqueza? Eu tive às 7 horas da noite, dirigindo pra casa depois de passar a tarde sem comer, depois de um dia de bastante atividade cerebral. Neste dia eu almocei bem leve, mas fiquei bem lesada no final da tarde. Isso é normal?

    • Cristiane Lisovski

      oi Camila, tudo bem? li seu comentário. eu acredito que a fraqueza é devido a sua alimentação leve porém com baixo indice de gordura. eu ainda estou me adaptando, não posso dizer que faço dieta low carb mas estou no caminho, cada dia 1% melhor, me conhecendo e me adaptando. mas acredito que no seu caso seja isso. no período em que vc não está fazendo o jejum deve comer mais gordura boa. eu como coco, abacate, amendoas e castanhas brasileiras, nibs de cacau, etc. e faço variações e receitas com esses alimentos. não sou a melhor pessoa para dar dicas pois ainda estou aprendendo, melhor pegar indicação de quem está mais expert no assunto, mas para mim funciona.
      espero ter oportunidade, agradeço a oportunidade de participar com meu comentário

  • Gleison Iloi

    Estou praticando o jejum intermitente há 10 dias. Minha última refeição é por volta de 19h (jantar) e volto somente a comer no almoço (12:30) do dia seguinte. Mantenho o JI com 500ml de água + limão + sal ao acordar e uma xícara de café bulletproof (café + manteiga ghee + óleo de coco), batendo mais de 16h de jejum. Sinto clareza, energia, poder de concentração e foco e ainda estou perdendo cerca de 500gr de peso por dia. Estou me adaptando bem!

  • Tatiana Rangel

    Marininha, sua linda!!! tanta gratidão de encontrar alguém como vc e ter a chance de ler seus textos, sua ideias e valores, inspirador!
    Te conheci através do Goffy, HSweek e agora no MovingUp, e to devorando seu blog rsrsrs. Parabéns pela iniciativa, tenho certeza que vc impacta positivamente muitas cabeças e corações 🙂
    Posso tirar uma duvida com vc? Sobre isso do jejum vc comenta q o café com os óleos não afetam o jejum mas o Goffy comenta também do suco de limao pela manha, esse suco de limao interfere no jejum? somente hoje consegui provar o café com as manteigas e amei, mas to comprometida em começar todo o ritual e queria saber se o suco de limao interfere no jejum.
    Desde já agradeço sua atenção em me responder. Beijo no coração! Tati.

  • Cristiane Lisovski

    Marina, parabens pelo texto e blog. também conheci voce atraves do goffi, sou do moving up 2.1. Sobre fazer jejum, minha dificuldade hoje é que pratico corrida pela manha, tres ou quatro vezes na semana, entre 6:00 e 7:00 horas. se eu não comer nada ou somente a limonada sinto fraqueza e baixo desempenho na corrida, por isso geralmente como um tamara grande ou uma castanha brasileira, tabletes de BCAA e um pedaço de coco ou outra gordura, nos dias que não corro meu jejum é de 15 a 16 horas. vc acredita que é falta de hábito, que devo tentar não comer nada antes da corrida? ou faz sentido me alimentar dessa forma? o BCAA não pretendo deixar do tomar ou outro suplemento, pois ele me ajuda a preservar o musculo pois sou bem magra. inclusive quando corro mais de 13km preciso fazer uma reposição no meio da corrida senão não consigo continuar correndo. gostaria de saber sua opinião.
    gratidão imensa.
    Cris

  • MISS GOMES

    Como bastante de 3 em 3 horas pk sou magrinha e preciso da minha massa muscular k estimulo no ginasio pra me manter com um Bom corpo.E tenho mas tambm tenho sentido muito pouco rendimento de energia, e sinto k estou muito dependente da comida. Vou começar por cortar o pequeno almoço. E espero tambm conseguir o lanche…belo post

  • Tom Vitralli

    Caramba, como o Universo é pequeno… outro dia estava dando uma olhada no conceito do High Stakes e te vi com o Goffi, e agora cá estou eu num jejum de 21 dias pesquisando se o sumo de limão interfere na autólise. Nostalgia em dobro da Fazenda Flamboyant! Sou muito grato pela conexão sincrônica e fico felicíssimo por saber que estás nesse caminho da plenitude. Um grande abraço de luz!!! -Tom Vitralli

  • Elizane Dos Santos Costa Kern

    Marina, o que você come no almoço e jantar? o que seriam bons ingredientes para essas refeiçoes para que possamos performar ao nosso maximo?? e o que devemos evitar??